Read A Boneca De Kokoschka by Afonso Cruz Online

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O pintor Oskar Kokoschka estava tão apaixonado por Alma Mahler que, quando a relação acabou, mandou construir uma boneca, de tamanho real, com todos os pormenores da sua amada. A carta à fabricante de marionetas, que era acompanhada de vários desenhos com indicações para o seu fabrico, incluía quais as rugas da pele que ele achava imprescindíveis. Kokoschka, longe de esconO pintor Oskar Kokoschka estava tão apaixonado por Alma Mahler que, quando a relação acabou, mandou construir uma boneca, de tamanho real, com todos os pormenores da sua amada. A carta à fabricante de marionetas, que era acompanhada de vários desenhos com indicações para o seu fabrico, incluía quais as rugas da pele que ele achava imprescindíveis. Kokoschka, longe de esconder a sua paixão, passeava a boneca pela cidade e levava-a à ópera. Mas um dia, farto dela, partiu-lhe uma garrafa de vinho tinto na cabeça e a boneca foi para o lixo. Foi a partir daí que ela se tornou fundamental para o destino de várias pessoas que sobreviveram às quatro toneladas de bombas que caíram em Dresden durante a Segunda Guerra Mundial....

Title : A Boneca De Kokoschka
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ISBN : 9789725649039
Format Type : Paperback
Number of Pages : 241 Pages
Status : Available For Download
Last checked : 21 Minutes ago!

A Boneca De Kokoschka Reviews

  • Teresa Proença
    2019-02-14 23:16

    Desilusão! É a primeira palavra que me ocorre.Três, é a segunda. Ao terceiro livro de Afonso Cruz voltei a sentir-me maravilhada durante a primeira parte; na segunda desanimada; na terceira entediada.Chuva. Terceira palavra. Chuva de estrelas; no princípio eram cinco que, pouco a pouco, foram caindo e estatelando-se no meu desencanto. Com grande esforço, consegui salvar três.Filosofia. Quarta palavra. Até gosto de romances com algumas divagações sobre o sentido da vida, mas o que é de mais enjoa.Puzzle. Quinta. As personagens e as suas histórias são como peças de um puzzle que, depois de montado, criará uma imagem única e uniforme. A mim sobraram-me peças...Originalidade. Sexta palavra. É bem-vinda desde que usada nas devidas proporções.Objectivo. Sétima. Um livro serve-me para me distrair, e, se possível, aprender alguma coisa. O primeiro objectivo não foi plenamente conseguido; o segundo sim: gostei de saber sobre o pintor Oskar Kokoschka e da sua paixão por Alma Mahler, que o inspirou a construir uma boneca à sua imagem.Como gosto do número sete, fico por aqui. Sinceramente, também não sei dizer mais nada; porque o enredo é confuso; porque não entendi o significado oculto (se o havia) de tudo isto e porque já me começo a esquecer do que li.não é assim tão mau mas a desilusão é um sentimento terrível..."Alma Doll", Oskar Kokoschka e Alma Mahler

  • Rita
    2019-01-22 22:20

    Afonso Cruz é não só um mestre da escrita, mas também a ponte entre a ficção e a realidade, costumo dizer que a sensação ao ler uma das suas obras é equiparável à sensação que o homem teria se pudesse voar."Em pequena, Adele passava muito tempo sozinha a brincar com bonecas. Tentava dar-lhes vida, vestia-as e levava-as a passear, levava-as à ópera, dava-lhes banho e dormia com elas, provando assim que a ficção, e não o cão, é a melhor amizade do homem."Opinião no blog:http://clarocomoaagua.blogs.sapo.pt/o...

  • João Carlos
    2019-02-14 15:10

    Fotografia de Afonso CruzDesilusão... "A Boneca de Kokoschka" foi o primeiro livro que li do escritor português Afonso Cruz (n. 1971).Nenhuma originalidade na narrativa -A História do Amor (2005) (5*) de Nicole Krauss eUma caneca de tinta irlandesa (1939) (4*) de Flann O'Brien (só para citar dois livros que li recentemente - 2015), são incomparavelmente melhores dentro do mesmo "género" - “um-livro-dentro-de-um livro”.A qualidade da escrita e a caracterização das personagens é extremamente irregular, num emaranhado de banalidades e chichés... Alguns exemplos: achei completamente incompreensível a personagem do detective Filip Marlov numa citação referencial ao detective Philip Marlowe uma personagem de ficção criado pelo escritor norte-americano Raymond Chandler e a numeração dos capítulos do livro "A Boneca de Kokoschka" do Mathias Popa - será que alguém me pode explicar o seu significado?.

  • Ludmilla
    2019-01-26 23:13

    Bu kitabı okurken beklentileriniz önemli. Kokoschka'nın Kuklası'nı ve o dönemin sanat çevresindeki olayları vs okuyacağını sanıyorsanız yanılıyorsunuz. Cruz, Kokoschka'nın kuklası temelinde metaforlarla ve birbirine bağlı küçük hikayeciklerle dolu bir kitap yazmış. Oyunlu kitapları, farklı karakterleri, kitap içinde kitapları seviyorsanız öneririm. Ben çok sevdim. 4/5

  • Ludgero Cardoso
    2019-01-27 22:18

    As primeiras páginas de "A Boneca de Kokoschka" conquistaram-me por completo. Fiquei rendido a Isaac Dresner e Bonifaz Vogel. Personagens interessantes que se relacionaram de forma peculiar. Estava a gostar imenso, mas quando começou a parte que diz respeito ao livro de Mathias Popa, comecei a ficar saturado das divagações filosóficas do autor. Provavelmente ando cansado do tipo de escrita de Afonso Cruz. Em apenas um mês e alguns dias, este é o terceiro livro do autor que leio. Preciso de fazer uma pausa! Para além disso, o título do livro e a sinopse apresentada não fazem jus à história. Mas nem tudo é assim tão mau. Foi agradável ver o autor a citar personagens de outros livros. Quando li a referência ao homem que não gostava de metáforas fiquei de boca aberta. Apesar da experiência não ter sido positiva, fiquei com vontade de reler um dia. Acho que foi uma questão de timing, como tudo na vida.

  • Joana Esteves
    2019-01-29 15:19

    A escrita do autor e os personagens e história/histórias que nos vai apresentando fizeram com que não conseguisse pousar o livro muito tempo… e deram-me uma imensa vontade de, depois de o devolver na biblioteca, ir comprar um exemplar para mim e relê-lo.

  • Rita Araújo
    2019-02-07 15:08

    4,8 (Porque gostei mais do "Para Onde Vão os Guarda-Chuvas)

  • Elsa
    2019-02-10 18:01

    First I have to say that I am extremely confused... I loved the book, couldn't stop reading it to the point to tell myself "slow down"... Exactly because of the way I am feeling now - the extremely strong feeling of "for sure I missed something in between". This book is not to be read in a hurry. Ok, let's say a good book is never to be read in a hurry. But this one, really... I have to start it again and taste it slowly, because there are so much to keep. I have so many images in my mind and still so many questions. Don't want to just put it aside and forget, on the contrary - want to keep it very present."-Ninguém vai querer comprar pássaros que cantam em silêncio.- Tem razão, sr. Vogel, mas que fazer?- Eu sei umas canções. É preciso voltar a ensinar os pássaros a cantar."Fantastic the idea of giving mister Vogel this name... :-) (Vogel = aviário)

  • Silvéria Miranda
    2019-01-25 22:28

    Na verdade, são 3,5*. Opinião em https://thefondreader.wordpress.com/2...

  • Sofia Teixeira
    2019-02-17 18:04

    4.5 Existem sempre aqueles livros que depois de lidos, de tão grandiosas que são as obras, ficamos sem saber bem como começar a falar deles com receio de não fazer jus à experiência que foi a sua leitura. Tal aconteceu comigo após ter terminado A Boneca de Kokoscha. Sendo já uma forte admiradora do artista que Afonso Cruz é, para além de escritor é também músico, realizador, ilustrador, entre outros, fiquei completamente rendida à sua narrativa.A Boneca de Kokoschka centra-se na história do pintor Oskar Kokoschka que, quando terminou a relação com Alma Mahler, mandou construir uma boneca, de tamanho real, com todos os pormenores da sua amada. Apesar de só termos noção do impacto desta acção quase no fim do livro, é inevitável não ficarmos deslumbrados com a escrita enigmática e labiríntica do autor.«O senhor terá, porventura, alguma dificuldade em digerir algumas destas coincidências, mas a vida é um emaranhado de complexos fios». Esta sentença acaba por definir bastante bem o que vamos sentindo ao longo da leitura. A forma magistral como o autor constrói toda a história, sem nunca aborrecer o leitor e obrigando a sua mente a trabalhar, apraz os mais exigentes e sem dúvida fascinará os mais cépticos.«Estou a escrever um livro novo.É sobre o quê – perguntou Isaac Dresner.Sei lá. Sobre o amor ou sobre o ódio, a condição humana, essas coisas. Do que é que tratam os livros?»Pois eu digo que é disso e muito mais. É uma visão de vários ângulos de todas as motivações humanas. E é no seio da realidade misturada com a ficção que Afonso Cruz nos mostra isso mesmo.Após o reconhecimento da qualidade da sua obra de contista, com a atribuição do prémio Camilo Castelo Branco à Enciclopédia da Estória Universal, A Boneca de Kokoschka ganhou o prémio da União Europeia para a Literatura sendo o primeiro passo na afirmação internacional do nosso escritor português.Eliminem as vossas reservas e rendam-se à obra de arte que é A Boneca de Kokoschka. Para além de ser o resultado de uma obra escrita fenomenal do autor, conta também com fotografias e ilustrações do mesmo. Muito, muito bom.

  • Cátia Santos
    2019-02-11 15:25

    4,5* para este livro de Afonso Cruz. Foi o meu autor revelação de 2014 e, três livros lidos, não tem desapontado.Afonso Cruz faz da sua prosa, poesia! Toda a história é uma metáfora gigante e, apesar de às vezes parecer algo desconexa, no final tudo faz sentido.

  • Rosa Ramôa
    2019-02-06 15:14

    O "Afonsinho" às vezes não tem sentido.Mas gosto de igual forma.Fico sempre a achar que quem não encontrou o sentido fui eu...Fico desapontada.Comigo!Boneca construída com todos os pormenores da amada!Hilariantes metáforas,acho eu...?

  • Cristina
    2019-01-28 23:05

    Alfonso Cruz, António Lobo Antunes y Gonçalo M. Tavares son tres escritores portugueses contemporáneos imprescindibles.

  • Ana
    2019-01-18 17:14

    Contrariamente ao que o título e a sinopse sugerem,A Boneca de Kokoschka, não é um livro sobre bonecas, nem sobre (Oskar) Kokoschka, nem sobre os seus (des)amores com Alma Mahler. Os acontecimentos verídicos referidos na sinopse apenas servem de ponto de partida para a construção de um conjunto de histórias e personagens ficcionadas, que se interligam de forma aparentemente emaranhada, obrigando o leitor a percorrer um labirinto onde, frequentemente, volta a pontos por onde já havia passado. Criam-se pontos de contacto que depois se desfazem, para mais tarde se reorganizarem de forma diferente, fazendo com que cada retorno ao que pensamos ser o fio condutor aconteça quase sempre sob uma nova perspectiva. E dentro do livro há um outro livro… (view spoiler)[ um livro onde personagens têm personagens de si próprias, numa existência inventada, mas que em momentos se cruza e interfere com a sua existência real. Cria-se ficção inspirada na vida, mas essa ficção acaba por atingir e manipular as vidas que a inspiraram, ao mesmo tempo que ilude e também manipula o leitor.(hide spoiler)]A narrativa vai assim ziguezagueando no tempo e no espaço, adquirindo contornos de um jogo ou puzzle multidimensional, em que as regras ou as formas se alteram de acordo com a perspectiva da qual o autor nos compele a observar, e cujo desenho só visualizamos no final, depois de todas as peças encaixadas no lugar que lhes compete no espaço e no tempo. Ou como o autor acaba por nos explicar pela voz das personagens do seu livro:“O senhor terá, porventura, alguma dificuldade em digerir algumas destas coincidências, mas a vida é um emaranhado complexo de fios. A maior parte deles não os vemos e não conseguimos atar os nós das relações entre eles. Mas tudo se toca, todos os acontecimentos estão atados entre si por estas linhas. O que eu faço, ao contar esta história, é acentuar aqueles que vejo claramente e percebo serem relevantes. Deixo invisíveis inúmeros outros que não considero significativos e muitos mais em que não consigo estabelecer qualquer relação. É por isso que as histórias contadas, as histórias de vida, se parecem com grandes milagres do destino: porque nós limpamos o que não interessa, aquilo que não nos diz nada, para revelarmos apenas aquilo que é essencial." “A visão do mundo não é apenas o que vemos (…), é também o que imaginamos. O tempo não é uma seta do passado para o futuro, o tempo tem muitas dimensões, tal como o espaço. Anda para a frente, anda para trás, mas também vai para os lados, da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, e na vertical, de cima para baixo e de baixo para cima. O Mathias Popa que eu descrevi à Adele existe num tempo vertical, um bocadinho de lado, talvez à esquerda, apesar de não existir na nossa seta passado/futuro. Enquanto não virmos o tempo com todas as suas dimensões, não vemos nada.”E a este respeito, devo acrescento que o final do livro, e em especial a última frase, são a cereja no topo do bolo:(view spoiler)[- É músico?- Sou. Quer que toque alguma coisa especial?- Poderia tocar uma música chamada Tears?- Do Django? Claro. Gosta dessa música?- Para ser sincera, não a conheço. Mas sinto que devo forçar o destino.(hide spoiler)]EmA Boneca de Kokoschka a linguagem é simples, por vezes quase pueril, mas os jogos de palavras e as metáforas utilizadas traduzem-se numa escrita cativante, com uma imagética singular e nunca destituída de significado. Ao dizer-nos que“Bonifaz Vogel era como um cristal numa loja de elefantes”o autor não se limita a trocadilho retórico. As palavras são reorganizadas de forma a espelharem a vulnerabilidade de um ser humano face às várias toneladas de bombas que arrasaram a cidade de Dresden durante a Segunda Guerra Mundial. E é frequentemente através destas metáforas, camufladas de pormenores de uma história maior, que o autor nos faz chegar muitas das suas reflexões:“As suas preces passaram a ser o alfabeto. (…) E aquelas vinte e duas letras era tudo o que era preciso, garantia Isaac, debaixo do soalho. Deus faria o resto. Lá em cima, o que Ele faz é jogar scrabble. As pessoas dão-lhe umas letras, julgam que sabem o que querem, mas não sabem, e Deus com aquelas peças reorganiza tudo e faz novas palavras. Tudo se resume a um jogo de salão. E Deus nem é um grande jogador, como se pode ver pelas bombas que caem lá fora.” “Apagou o cigarro com o salto do sapato (um salto demasiado grande para a humanidade, mas em particular para um homem) e agarrou na guitarra para ir para casa. Miro Korda não era nada alto e isso ressentia-se por dentro. Era um homem que fazia os possíveis por ter saltos nos sapatos de modo a que estes fizessem a altura que lhe faltava na alma”A Boneca de Kokoschka pode não ter o fôlego de uma obra-prima, ou sequer de um grande romance, mas é uma pérola de criatividade e imaginação à espera de ser descoberta e desfrutada e que nos deixa com vontade de a revisitar. É um daqueles livros que se pode começar a reler no dia seguinte a tê-lo terminado.

  • Filipa
    2019-02-06 17:13

    Com este livro estreei-me com Afonso Cruz e....... penso que não o compreendi muito bem.Estava com muitas expectativas pois só vejo opiniões positivas e, ainda para mais, simpatizo imenso com o autor (também já tive oportunidade de estar numa tertúlia onde ele participou).Estou um pouco triste comigo mesma por não ter conseguido alcançar o que ele me tentou passar.A sinopse não podia ser mais enganadora, estive praticamente o livro todo à espera duma história de amor louca passada na segunda guerra mundial e dum término ainda mais bombástico para a boneca ser desfeita e ajudar outras pessoas onde tudo era devastação..... nada disto aconteceu. Ou aconteceu e eu... não me apercebi.Há várias histórias contadas em capítulos curtos. Sendo que, estas histórias, no fim, se interligam e todas as personagens formam... um todo.Se houve coisa que gostei muito foi do final e... das fantásticas fotos e ilustrações que coloriam a história que li.As expressões que o autor utiliza para se referir a determinada coisa ou situação são realmente fantásticas.Adorei e adoro e visão de Afonso Cruz.No entanto, foi um livro que estava desejosa de terminar.Deixo algumas frases que são deliciosas de encontrar e de ler por estas 242 páginas."... Até sempre, Sr. Dresner. Encontramo-nos no infinito como fazem as rectas paralelas.""... Se ia em determinado sentido, sentido que, por certo, não lhe agrada, basta pular para ver mudar o rumo. Mas porque o tremor é muito pequeno, os efeitos não se notam de imediato, no entanto, se pudesse olhar para o futuro, veria como foi diferente daquele futuro em que não pulou. A vida é feita desses saltinhos.""As memórias não se guardam apenas na cabeça, no corpo todo, na pele, mas também em caixas de cartão escondidas/arrumadas em guarda-fatos.""... Outro cartão, de um restaurante italiano, tinha um simples "amote" escrito a tinta permanente.Tal como deve ser escrito o amor:a tinta permanente."Fico à espera de conseguir encontrar e perceber Afonso Cruz nos próximos livros que tenho para ler do autor.

  • Célia
    2019-02-05 15:14

    Gostei bastante de todos os livros que li do Afonso Cruz até à data, e por esse motivo é difícil não criar expectativas altas perante um novo livro seu. A Boneca de Kokoschka já é de 2010, foi adquirido a um preço muito simpático na Feira de Livro de Lisboa deste ano e é já o terceiro livro deste autor que leio em 2014.A sinopse que copiei acima não podia dar uma ideia mais errada do conteúdo deste livro. A história que resume é apenas uma parte do todo (nem sequer a maior), onde o livro vai buscar o título. A boneca de Kokoschka – história verídica que envolve o pintor austríaco – é apenas uma peça do puzzle que se inicia quando o jovem Isaac Dresner se esconde na cave de uma loja de pássaros para fugir à perseguição nazi contra os judeus, em plena 2.ª Guerra Mundial. A partir daí, tece-se uma teia de relações e acontecimentos que provam a existência do destino e que se entrelaçam de forma inevitável.Encontrei algumas semelhanças entre este livro e O Pintor Debaixo do Lava-Loiças: pela ligação com a 2.ª Guerra Mundial, pela presença de algumas ilustrações a acompanhar a narrativa (mais na parte inicial do livro) e também pela presença de personagens peculiares, com a capacidade incrível que o autor tem de as caracterizar através da sua atenção ao detalhe. Mentiria se dissesse que gostei tanto deste livro como de outros que já li de Afonso Cruz. Apesar de estarem aqui presentes várias das características que me encantam nas suas histórias, desta vez achei o livro um pouco confuso e por vezes demasiado disperso nas suas personagens e na mensagem que pretendia passar. Não é um mau livro, longe disso. Mas as expectativas em relação aos livros de Afonso Cruz já são tão elevadas que qualquer coisa que fique abaixo do muito bom me deixa um bocado desiludida. Ainda assim, pretendo continuar a explorar a sua obra e a deliciar-me com as suas palavras.

  • Tita
    2019-02-09 18:12

    Este foi o primeiro livro que li de Afonso Cruz e cheguei ao fim com a certeza que quero ler mais do autor!Antes de mais, quero referir que não criem expectativas depois de lerem a sinopse. Não esperem uma história de amor doentia, passada durante a Segunda Guerra Mundial, mas vejam a história da boneca de Kokoscha como a marioneta que é, com fios que se interligam e que fazem mexer várias partes, segundo o desejo que quem "coordena".São várias histórias, sobre vários personagens, em capítulos muito pequenos, que se interligam e cruzam entre si, formando uma história com fio condutor, e onde a ficção se mistura com a realidade.A escrita de Afonso Cruz é simplesmente deliciosa, fazendo jogos de palavras fantásticos, que me fizeram ter vontade de marcar várias passagens ao longo destas 240 páginas. Outro ponto que também adorei foi a edição. Com pequenas ilustrações e fotos, bem como as folhas pretas que fazem a separação das várias fases do livro, e a própria formatação do livro "A Boneca de Kokoscha".Muito bom!

  • Gonçalo S Neves
    2019-02-09 16:00

    Sem ser o melhor livro de Afonso, é um livro do Afonso - a genialidade acontece quando o melhor adjectivo se torna no próprio nome. Todo este paralelismo entre um livro dentro de outro livro, todo esta intersecção entre duas rectas paralelas, entre a realidade e a ficção, levam-nos a crer que o destino não é o que Deus quer, mas sim aquilo em que cremos. Com algumas partes desnecessárias, esta não deixa de ser uma leitura obrigatória para quem paira diante dos livros do autor. Recomendo. Um belo 4/5

  • Silvana (Por detrás das Palavras)
    2019-02-14 15:15

    Acho que está será das opiniões mais difíceis de escrever desde que tenho o blog. Não vai ser fácil expor a minha posição perante um livro que é adorado por imensas pessoas e que tem imensos fãs. Parti para a leitura deste livro cheia de esperanças: a sinopse prometia coisas interessantes e a elevada pontuação no goodreads deixaram-me na expetativa de me ir cruzar com mais um bom trabalho de um autor português.Infelizmente não encontrei nada que me fizesse sentir ligada ao livro ou que me levasse a amar toda a história contida naquelas páginas.Foi uma leitura muito difícil. A meio do livro, já desesperada por não ver nada de significativo a acontecer nem me estar a sentir ligada à leitura, fui ler opiniões (geralmente só gosto de ler as opiniões aos livros depois de os ler, raramente leio um livro por ter lido/visto opiniões de outras pessoas) para ver o que não estava a bater certo comigo. 90% das opiniões a este livro eram maravilhosas. Atribuíam-lhe os mais elevados elogios, mas eu continuava sem os encontrar no livro.A muito custo consegui terminar a leitura. Pouco ou nada me ficou do livro. Uma escrita muito confusa e, muitas vezes, me pareceu refletir a preguiça de abordar de forma coerente e exaustiva e os assuntos que se propunha abordar.O título e a sinopse são enganadores, porque vi muito pouco daquilo que eles me fizeram antever.Achei que a escrita tinha muito pouca expressividade e emotividade. São páginas de texto corrido, com apontamentos de diálogo que não nos mostram a essência nem da história nem da narrativa. Eu não consegui ver beleza nem escrita, nem na narrativa porque não conseguia perceber qual a intenção do autor, nem o que é que ele me queria contar. A dada altura, e depois de ter lido as opiniões, comecei a sentir-me muito burra pois estava desesperada por tentar perceber, interiorizar e assimilar todas as maravilhas que as opiniões atribuíam a este livro.Chegamos a uma parte do livro, em que outro livro aparece. Penso que o autor quis ser original na forma como numerava os capítulos desse outro livro. Pessoalmente, não fez qualquer sentido. É irreal e despropositado.Sou daquelas pessoas que acha que não é preciso grandes floreados, nem formas rebuscadas de narrar uma história para se fazer um bom livro. Acredito, como em tudo na vida, que less is more. Que pegarmos numa ideia e transformá-la em algo estruturado, coerente e abordado de forma a esgotarmos o assunto poderemos ter um excelente livro. Nem sempre a originalidade está na forma irreverente como procuramos fazer as coisas.Estou mesmo triste por não ter conseguido sentir este livro de uma maneira mais completa. Sinto-me frustrada por não ter encontrado a beleza e a genialidade que grande parte das opiniões deixa transparecer.Ainda quero dar uma nova oportunidade ao autor. Quero ler outro livro para ver se a leitura corre melhor e se consigo sentir aquilo que os outros leitores conseguem.Têm alguma sugestão para mim?

  • Petra Miocic
    2019-02-04 20:07

    http://procitajto.com/2015/10/04/koko...Vrativši se kući 1918. godine, po završetku Velikog rata, austrijski je slikar Oskar Kokoschka, zatečen viješću o udaji svoje velike ljubavi Alme Mahler za drugog muškarca, posegnuo za radikalnim rješenjem; u nemogućnosti prilaska pravoj Almi, dao je izraditi njenu vjernu kopiju, žensku lutkru u prirodnoj veličini, visinom, težinom i proprocijama u potpunosti jednaku voljenoj ženi. Kao da to samo po sebi nije dovoljno, slikar je zaposlio služavku čija je jedina zadaća bila odijevati i uređivati lutku u čijoj je pratnji Kokoschka redovito odlazio u duge šetnje i posjete operi, a nerijetke su bile i grandiozne zabave priređivane u njenu čast. Upravo za vrijeme jedne od takvih zabava, lutka je, pogođena bocom vina, stradala, a koliko se stvarnom doimala svjedoči i zapisnik o policijskom ispitivanju kojem je Kokoschka podvrgnut zbog okrvavljenog ženskog tijela pronađenog pred njegovom kućom.Je li Kokoschkina lutka nastala kao plod nastranog obožavanja odbijenog muškarca, odraz bizarne umjetničke genijalnosti ili tek prethodnica jednoj od faza slikareva stvaralaštva, nadgradnja tuđeg razumijevanja onog modernog u Kokoschkinu izrazu, povjesničari umjetnosti, teoretičari kulture i feministikinje ni danas se ne mogu složiti. Lutka je, vjerojatno, sve navedeno, a ono što ona jest određeno je kutem iz kojeg je promatraju drugi. Kroz isti taj kut, njenim posredstvom, ti drugi promatraju i Kokoschku, odabiru fragment kojem će se prikloniti, gotovo u pravilu odbijajući obratiti pozornost na cjelovitost jednog identiteta.Upravo ta fragmentirana cjelovitost u fokusu je romana Kokoschkina lutka portugalskog autora Alfonsa Cruza. U njegovoj priči odbačenu je lutku, po svršetku njene posljednje zabave, pronašao vrtlar Eduwa, u njoj prepoznao moćnu afričku božicu i, slijepo obožavajući nju, kao i ženu kojom je, u nevjerojatnoj životnoj igri, lutka zamijenjena, zamrsio još jednu od niti obiteljske povijesti mađarskog milijunaša Zygmunda Varge, njegovih kćeri Lujze i Anastazije i praunuke Adele. Iako naslovna, priča o Kokoschkinoj lutki nije osnova na kojoj Cruz gradi fabulu svog romana. Fabula se, zapravo, gradi iz nekoliko vremenskih i geografskih središta, kreće iz Dresdena upravo pogođenog tisućama tona bombi, vijuga preko Afrike i Francuske dvadesetog stoljeća i završava, u oštrom zavoju, u jednom baru, pod okriljem nadolazećeg milenija.Radnju, baš kao i likove, autor gradi vješto slažući fragmente, ostavljajući napukline samo kako bi se mogao na njih vratiti i ispuniti ih novim značenjima, dodati im metaforu. U suštini, cijela je Kokoschkina lutka veoma metaforična; metafora života koji oponaša umjetnost ili umjetnosti prepune životnosti. Vještim ispreplitanjem stvarnosti i fikcije, Cruz pokazuje koliko je stvarnosti u lažnome i koliko je laži u stvarnosti. Priču, nimalo plastično, gradi na lažnim citatima, a njihovu obistinjenju pomaže stvarajući za njih kontekst unutar čijih granica savršeno opstaju, u maniri najvećeg opsjenara uvjeravajući čitatelja da su upravo takvi, i na tom mjestu, savršeno prirodni.Mnogo je savršene neprirodnosti i u konstruiranju vlastita identiteta kao i u ulozi što je u tom procesu za nas imaju drugi. Toj međuigri između „nas“ i „drugog“ autor pristupa vrlo suptilno, ne namećući je kao okosnicu romana, no neprekidno je ostavlja prisutnom, kao ugodnu pozadinsku glazbu na čiji neujednačen ritam čitatelj ne može ostati gluh. Čini to na posve jednostavan način, postavljajući na pozornicu plejadu fragmentiranih likova čiji su identiteti cjeloviti tek u interakciji s njima najbitnijim Drugim. Neki su od njih o odnosu spram tog Drugog ovisni toliko da to određuje njihove fizičke karakteristike, a neke su upravo fizičke karakteristike ograničile čineći njih Drugima u vlastitoj okolini. Kabinet čudesa, rekli biste. No, Cruz vas svojim tekstom odmah ironično ispravlja i govori „Ne. Kabinet života“ otvarajući vam ipak prostor za raspravu o njegovoj čudesnosti, plastičnosti i umjetnosti.Nepažljiviji će čitatelj Kokoschkinoj lutki možda zamjeriti jednostavnost stila, grubu fragmentiranost i ogoljelost teksta, gotovo u potpunosti lišenog detalja koji, reći će, tekst čine književnošću. No, samo će pravi virtuoz pisane riječi na tako malom prostoru ispričati tako puno, stvoriti ne jedan, već dva romana, isplesti roman u romanu i navesti čitatelja da pozorno, ali bez napora, prati svaku od ispričanih priča. Sve će te priče, naposljetku, Cruz istovremeno zavrtjeti i rasplesti u neprekinutom krugu u kojem se zbilja pretapa s opsjenama, u trenutku u kojem se stvara identitet svakog od nas. Ili bar onaj fragment koji u tom određenom trenutku podastiremo onom drugom kao pravu verziju sebe.

  • Maria
    2019-02-14 15:03

    “Numa loja de pássaros é onde se concentram mais gaiolas. Não há lugar nenhum no mundo construído com tantas restrições como uma loja de pássaros. São gaiolas por todo o lado. E algumas estão dentro dos pássaros e não por fora como as pessoas imaginam. Porque Bonifaz Vogel, muitas vezes, abrira as portas das gaiolas sem que os canários fugissem. Os pássaros ficavam encolhidos a um canto, tentando evitar olhar para aquela porta aberta, desviavam os olhos da liberdade, que é uma das portas mais assustadoras. Só se sentiam livres dentro de uma prisão. A gaiola estava dentro deles. A outra, a de metal ou madeira, era apenas uma metáfora.”Como é possível? Eu já nem sei que diga. Já há muito que estou apaixonada pela escrita de Afonso Cruz, mas A Boneca de Kokoschka é uma daquelas pequenas revoluções que deixaria com certeza o Senhor Ulme de Flores com um sorriso na face. Altitude ganha todo um novo corpo e significado nesta obra.A primeira parte é absolutamente estupenda. Aliás, até me custa chamar-lhe parte, embora tudo seja parte de qualquer outra coisa. É um completo, um livro dos vários que coabitam numa peculiar, e para lá de original, simbiose com o título de A Boneca de Kokoschka.Confesso que em alguns momentos me senti um pouco perdida entre tantos nomes, histórias e ligações, mas não é esse um retrato quase exato do nosso dia a dia?“Não existe mentira na literatura, na ficção, e, digo-lhe mais, não existe verdade na vida real.”

  • Piccolo Diavolo
    2019-02-18 17:04

    Ovo je jedna od onih knjiga koja me osvojila na samom početku...Knjiga je puna predivnih citata, zanimljivih metafora i još zanimljivijih likova čije se životne priče isprepliću na jedan neobičan i neuobičajen način. Definitivno drugačiji roman od svih romana koje sam dosad čitala i zaista mi je trebala jedna ovakva knjiga koja te iznova ispunjava na svakoj novoj stranici. Ukratko knjiga me baš oduševila i preporučujem je svima koji vole malo drugačije i čudnovatije romane :)

  • Living Belowtheclouds
    2019-01-20 21:27

    Dividindo o livro em três partes: a primeira merece cinco estrelas. As duas seguintes ficam com três...Este é o segundo livro que leio do autor e li-o logo após terminar o "Vamos comprar um poeta", porque fiquei boquiaberta com a sua escrita.Não percebi por completo este livro, daqui a uns anos, com um olhar diferente, pode ser que o compreenda. Ainda assim, Afonso Cruz presenteia-nos com frases lindíssimas constantemente.

  • Luís C.
    2019-01-26 17:06

    "A maternal instinct, you know how it is with women: we burned the bras, but we got rid of the breasts. We continue to feel the urge to protect men. "A Boneca de Kokoschka by Afonso Cruz

  • Natalie
    2019-02-14 17:12

    Paaaaaa.....nismo započeli oduševljeno i eto tako smo i završili :)

  • Amorfna
    2019-02-11 15:27

    Prijatno utroseno vreme. Lep stil, ima dosta zanimljivih momenata.Nisam nesto inspirisana veceras.

  • Mariana
    2019-02-18 15:04

    2.5 Estrelas.Sinto que deveria ter gostado mais, mas simplesmente não deu... :/Acho que terei de o reler um dia.

  • Rui Alves
    2019-01-21 17:18

    Com este livro, surge a velha questão, se a vida imita a arte ou a arte imita a vida. Desengane-se quem lê a sinopse deste livro. A Boneca de Kokoschka é um livro dentro de um livro. A escrita do Afonso Cruz é cuidada e poética. Nota-se um surrealismo e um non-sense infantil, carregado de metáforas e ironia. Um livro para ler devagar, como se tratasse de um puzzle ou um labirinto existencial. Um livro muito original. "(...) a vida é um emaranhado complexo de fios. A maior parte deles não os vemos e não conseguimos atar os nós das relações entre eles. Mas tudo se toca, todos os acontecimentos estão atados entre si por linhas. ""O tempo não é uma seta do passado para o futuro, o tempo tem muitas dimensões, tal como o espaço. Anda para a frente, anda para trás, mas também vai para os lados, da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, e na vertical, de cima para baixo e de baixo para cima.""A HORIZONTALIDADE é um dos maiores sintomas da morte, lugar onde tudo se mistura. A verticalidade mostra exactamente o oposto. É por isso que nos impressiona uma flor a nascer, a despontar, e ficamos desiludidos com as abóboras, os melões, as cobras e os lagartos, que se estendem pelo chão, na modorra, em vez de crescerem para o alto, como os espíritos mais ousados. Uma árvore deitada está morta, não está a dormir, e os animais, quando dormem, experimentam o sabor do acabamento. A horizontalidade é o triunfo da morte, e o universo, apesar de redondo, é horizontal. A Terra é mais ou menos esférica, mas o que se vê, quando se olha, é o horizonte. Talvez por isso, o sexo esteja sempre tão próximo da morte, por ser tão horizontal na sua maneira de estar. Santo Agostinho, ao juntar a morte ao sexo, ao pecado original, vislumbrava a morte a ser transmitida pelo ADN, a ser misturada na cama que é onde se dorme e onde se morre com grande frequência. Porque no nosso ADN há uma ordem que diz para morrermos. E isso é comunicado, preferentemente, na horizontal.""E aquelas vinte e duas letras era tudo o que era preciso, garantia Isaac, debaixo do soalho. Deus faria o resto. Lá em cima, o que ele faz é jogar scrabble. As pessoas dão-lhe umas letras, julgam que sabem o que querem, mas não sabem, e Deus com aquelas peças reorganiza tudo e faz novas palavras. Tudo se resume a um jogo de salão.E Deus nem é um grande jogador, como se pode ver pelas bombas que caem lá fora.”“Ainda escrevi outra novela que contava a história de um homem que nunca nasceu. A mãe engravidou até morrer. O filho foi vivendo sempre dentro do útero. Aquilo era uma parábola das nossas limitações, do medo do desconhecido, de arriscar, essas coisas. Sabe, Sr. Dresner, nós vivemos todos muito abaixo do limiar possível. Vivemos na garagem de um palácio, ou numa cave, é isso que fazemos, como um feto que nunca sai do útero. Esta personagem era apenas mais um de nós que não queria sair do seu mundo para ver a luz.”“A destruição é evidente em tudo o que nos rodeia, é um processo fácil. A construção é que é muito difícil. À nossa volta, o que há é ódio, morte: o universo é um predador. Uma das únicas coisas que combate esta entropia é a vida. Junta células, junta organismos, cria cidades. comunidades, aglomerados. O resto desfaz-se.”

  • João Moura
    2019-01-27 18:24

    Este é provavelmente o livro cujo resumo menos corresponde ao seu conteúdo (que menos pistas dá sobre o que se vai passar). Afonso Cruz, com todo o seu arrojo e talento, tece uma intrincada teia de narrativas e de personagens, umas dentro de outras, como as bonecas matrioskas, num exercício de se tirar o chapéu (se bem que o sr. Vogel nunca o tirava).No entanto, este feito também provoca reacções negativas. O emaranhado de histórias e de personagens novas que são constantemente cuspidas para cima do leitor, sem relação aparente entre elas, pode levar a que este perca a paciência para o livro (aquele leitor que costuma ler vários livros ao mesmo tempo vai perder aqui um pouco a noção das personagens)...No fim de contas, é um livro à semelhança da realidade, onde nada é dado de mão beijada. E na verdade, a realidade é mesmo o objecto do autor, que tenta mostrar os pequenos acontecimentos que nos ligam uns aos outros.Como já dizia Milan Kundera: “Só o acaso pode ser interpretado como uma mensagem. Para que um amor seja inesquecível, é preciso que os “acasos” se juntem desde o primeiro instante".

  • Sofia
    2019-02-17 18:25

    A Boneca de Kokoschka divide-se em três partes e tão distintas em termos de qualidade que merecem cada uma uma avaliação separada.A primeira parte é muito boa, muito ao estilo de Afonso Cruz, com aquelas afirmações que nos fazem pensar, com ilustrações e um toque de ironia. Uma parte 5 estrelas.A segunda parte é um balde de água fria. Senti que não conseguiu concretizar aquilo a que se propunha e perdi o interesse. Torna-se enfadonho e confuso. Não lhe daria mais de 2 estrelas.A terceira parte é aborrecida, mas parece mais coerente, mas não o suficiente para chegar ao nível da primeira parte: 3 estrelas. Gosto muito dos livros dos livros e da escrita do autor, mas este livro está ao nível do Flores e não d'O pintor debaixo do lava-loiça ou do Para onde vão os guarda-chuvas?