Read Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres by Clarice Lispector Online

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Como em todas as obras de Clarice Lispector, 'Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres' é um ponto de vista feminino a respeito da vida. Lóri, na verdade, é a personagem central, enquanto Ulisses ocupa um papel secundário, mero referencial para os pensamentos e atitudes de Lóri. O livro conta, acima de tudo, a viagem empreendida por Lóri em busca de si própria e do prazerComo em todas as obras de Clarice Lispector, 'Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres' é um ponto de vista feminino a respeito da vida. Lóri, na verdade, é a personagem central, enquanto Ulisses ocupa um papel secundário, mero referencial para os pensamentos e atitudes de Lóri. O livro conta, acima de tudo, a viagem empreendida por Lóri em busca de si própria e do prazer sem culpa. Uma viagem na qual Ulisses funciona como um farol, indicando onde estão os perigos e o caminho correto para a aprendizagem do amor e da vida....

Title : Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres
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ISBN : 9788532509529
Format Type : Brochura
Number of Pages : 160 Pages
Status : Available For Download
Last checked : 21 Minutes ago!

Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres Reviews

  • Luís C.
    2018-09-04 01:04

    Clarice Lispector once said she was writing to save lives ... or her own life.Reading this book will allow many women and men to save themselves, so they will and will be aware of this need for change. It's not an easy book to read, but I highly recommend it.

  • Teresa Proença
    2018-08-28 04:04

    , o meu primeiro "Clarice", tomado como uma aprendizagem do prazer de ler um livro de Lispector:, uma narrativa poética, que conta a história de amor entre dois seres. O nascimento e crescimento do amor na alma, no coração, na mente, ou seja lá onde ele se aninha antes de, pelo desejo, ser consumido por todo o ser, físico e mental:"Nunca me sei como agora, sentia Lóri.", o que diz Clarice é belo e perturbante. É como se se desnudasse e, simultaneamente, a quem a lê:"- Amor será dar de presente um ao outro a própria solidão? Pois é a coisa mais última que se pode dar de si, disse Ulisses.", os leitores que apreciam livros - com descrições rigorosas do físico e outras características das personagens;de leitura fluida que arrastam para um devorar de página após página;com surpresas, segredos, revelações,...;diálogos comoventes e amorosos;.......não se metam nisto:, as 4 estrelas são irrelevantes, pois podiam ser 5. Sei que gosto de Clarice Lispector; mas quero saber mais:" Então o que chamava de morte a atraía tanto que só poderia chamar de valoroso o modo como, por solidariedade e pena dos outros, ainda estava presa ao que chamava de vida. Seria profundamente amoral não esperar pela morte como os outros todos esperam por esta hora final. Teria sido esperteza dela avançar no tempo, e imperdoável ser mais sabida que os outros. Por isso, apesar da curiosidade intensa que tinha pela morte, Lóri esperava."

  • Carolyn
    2018-09-08 06:35

    "Somehow everything comes with an expiry date. Swordfish expires. Meat sauce expires. Even cling-film expires. Is there anything in the world which doesn't?"A bloodless-brother and former lover introduced me to Lispector nearly a year ago, though I've only recently become taken by the woman's emotive force. Her writing as an unfathomable intimacy, is treasured by both He and myself alike. I dusted this book pulling it from the library's small section of Clarice at the same time that I was told, "I love you like a sister." These words gnawed into a wound of which I am ashamed. The book chronicles a relationship between man and woman that borders the philosophical, platonic, sexual, romantic. The pair learn metaphysical truths from one another in their relationship as friends. Meanwhile, all dimensions of their relations come to fruition. The painful relatability of this story made it incredibly difficult to read. I am continually pulling quotes to share with my dearest as our experiences mirror theirs. My life, this book a painful and shimmering shard.

  • Romulo
    2018-09-16 04:42

    Existem livros que nos pegam de surpresa e nos envolvem de tal maneira que parece que foi escrito apenas para nós mesmos. Só assim consigo descrever como foi prazeroso ler esse livro de Clarice Lispector.O livro já começa com peculiaridades típicas dessa fantástica autora. Por exemplo, talvez seja o único livro a começar com uma vírgula, isso mesmo, uma vírgula e a terminar com dois pontos. São apenas dois personagens: A Lori e o Ulisses. Lori, é uma mulher que está aprendendo a viver e a amar, daí o nome do livro. Mas para viver Lori terá que aprender a alegria e a dor de ir ao encontro do outro. Ulisses é seu guia nesse aprendizado. A cada passo de Lori, ele a espera e pacientemente a explica o que está se passando com sua amada. Um das cenas que nunca mais vou esquecer é quando Lori sai de casa e toma coragem de conversar com uma estranha. Ela troca poucas palavras, mas para ela foi o suficiente para provar, experimentar a vida. Imediatamente depois de chegar em casa ela liga para Ulisses e diz:- Que é que eu faço? Não estou agüentando viver. A vida é tão curta e eu não estou agüentando viver?Através de Lori Clarisse consegue nos mostrar que o simples ato de encontrar alguém e conversar, pode ser algo intenso e profundo. Sua personagem vivia tão intensamente o encontro com o outro que isso chegava a ser insuportável tamanha era a carga de sentimentos contidos nesse ato. O livro é repleto de reflexões, como essa, sobre a vida, sobre não ter medo de viver ou sobre como a vida é, ao mesmo tempo, terrível e bela de se viver. Eu recomendo este pequeno livro à todos os apaixonados pela vida. Inclusive à todos os que estão vivendo uma paixão neste momento. À todos que tem sensibilidade para entender que fomos feitos para nos relacionar uns com os outros e que não existe outro modo de fazê-lo se não for nos tornando vulneráveis.

  • Maria
    2018-09-24 07:36

    Estou completamente apaixonada por este livro. É tão tudo que dói. Encontro-me nas conversas de Loreley e Ulisses. E não me encontro apenas a mim própria, mas também a quem me apresentou a autora pela primeira vez. Não há palavras. É uma viagem que começa em todo o lado e acaba em mim, eu. Uma consciência extrema do que significa estar vivo, do estar vivo sem nunca ter vivido. O eu como o limitador, o inimigo, e também a salvação. É uma obra que consome mais do que é consumida.Numa palavra? Sublime.“O óbvio, Lóri, é a verdade mais difícil de se enxergar.”If I were you, I would run for a copy of this novel.

  • Moises Sheinberg
    2018-09-27 04:40

    “Pero existe un gran obstáculo, el más grande, para que yo siga adelante: yo misma. He sido la mayor dificultad en mi camino. Es con enorme esfuerzo como consigo sobreponerme a mí misma.” Clarice Lispector, Aprendizaje o el libro de los placeres..Clarice Lispector, una de las más importantes escritoras brasileñas del siglo XX, escribe con una gran elocuencia, mucha intuición y un profundo conocimiento del alma humana. Exploradora de sí misma, ha plasmado en sus libros hermosísimas frases que estremecen, que hacen gozar y sufrir al lector, pero eso sí, siempre de una forma profunda y bella; sí, leyeron bien, sufrir hermosamente.Así como es difícil clasificar a Lispector dentro de algún estilo particular (algunos dicen que es modernista pero eso es muy cuestionable), también es difícil clasificar Aprendizaje o el libro de los placeres. Aunque se parece más a una novela, este libro es también un enorme poema en prosa, un tratado filosófico y un ensayo sobre la búsqueda del placer; sea lo que sea, es una fantástica obra de arte.Debido a lo anterior, es difícil resumir en una reseña lo que acontece en el libro ya que, más que sucesos, son sensaciones las que conducen al lector por esta expedición. Lorelei, o Lori, la protagonista, es una mujer que vive el sufrimiento intensamente y de manera constante coquetea con la muerte, viendo en ésta la culminación de su vida. Después de varias relaciones poco significativas (aclara que se ha acostado con 5 hombres), ahora tiene un noviazgo profundo pero extraño con Ulises, un maestro de universidad, en ocasiones arrogante y extremadamente confiado, pero finalmente preocupado y con un profundo amor por ella. Ulises ha hecho suya la responsabilidad de guiar a su mujer desde la profunda vivencia del dolor en que se encuentra hacia un pleno disfrute del placer, para lo cual se requiere que se vean esporádicamente, en lugares previamente designados por él, y que no tengan ningún tipo de intimidad física. Así, como si fuera un psicoanálisis intenso, Ulises, con muy pocas intervenciones, impulsa a Lori a escarbar en su alma, a transformar su dolor en placer y a vivirlo con la misma intensidad, a dejar de coquetear con la muerte para bailar con la vida.Clarice Lispector nació en Ukrania y emigró a Brasil, junto con sus padres, a los dos años de edad. Huérfana de madre a una edad temprana, Lispector vivió con su padre en Recife y en Río de Janeiro, donde comenzó a escribir. Estuvo casada con un diplomático y vivió en varios países. Tuvo un hijo. Escribió cuentos, poemas, novelas y libros para niños.Aprendizaje o el libro de los placeres es una de esas obras que han tocado una fibra sensible en muchos lectores y nos han convertido en devotos seguidores de Clarice Lispector. Su prosa es bellísima, no sobran ni faltan palabras y describe las sensaciones de una forma exacta e indudable. Les recomiendo muchísimo este libro, es una novela que, sin duda, los llevará a conocerse mejor.

  • Agatha
    2018-09-06 03:01

    "Nós ainda somos moços, podemos perder algum tempo sem perder a vida inteira. Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer “pelos menos não fui tolo” e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.”

  • Brian McLaughlin
    2018-09-06 00:36

    I feel....dazzled.dazzled by language,in awe of her ideasand her command of unusual feelings&experiencesthose fleeting moments in the middle of an ordinary day in which, looking at an apple, you feel the universe compressed into solid form and you want to take a bite and experience the universe and feel a part of it and also more like yourself than ever for having knowledge of yourself and control over your actions and you can sense your own presence in the world.As the narrator becomes herself, the reader, too, becomes an "I"....Reality is incredible

  • Iván
    2018-09-15 00:55

    Toda una experiencia de lectura. Algo cansada a ratos, pero realmente es una celebración de vivir y un intento de retratar los pequeños momentos de significado del día a día en un libro. Existen varias implicaciones dignas de cuestionarse en la relación de Ulises y Lorelei (el libro está más pensado en arquetipos de los femenino vs masculino que en personajes en si, me parece) pero el resultado final me parece que logra saltar estereotipos al acercarse en forma muy íntima a los personajes, al punto que no son ni fuertes ni debiles. Muy buen libro, Lispector es como ella sola.

  • Chris
    2018-08-30 05:56

    Prophetic at an intimate level.

  • Sean
    2018-09-15 00:50

    She was trying to come out of pain as if she were trying to come out of a different reality that had lasted her whole life until now.Clarice Lispector is one of the more enigmatic writers I've encountered. She is elusive in her prose, yet alluring enough for me to continue the search for what lies beneath. Despite a rocky start in which I considered jumping ship, this novel, considered with The Apple in the Dark and The Passion According to G.H. to be a loose metaphysical triptych, turned out to be my favorite of her works that I've read so far. Here, a woman named Lori (short for Lorelei) experiences an existential awakening both within and tangential to her relationship with a male philosophy professor named Ulysses. The 'apprenticeship' of the title refers to Lori's reliance on Ulysses throughout the book for guidance through her awakening, though Ulysses himself is also apprenticed, albeit farther advanced than Lori. Lispector's style is deceptively simple for it is also heavily symbolic; sections of the book read like grammar school prose (intentionally so, according to the translators), while other passages are achingly beautiful in their complexity. The description of her solo swim in the sea is one such latter example, from which here is a small excerpt:Now that her body is all wet and her hair is dripping water, cold has become frigid. Moving forward, she parts the waters of the world in two. She no longer needs courage now that she is again used to the ritual that she abandoned a thousand years ago. She lowers her head into the sparkling sea and pulls back a lock of hair dripping water over her eyes, which are burning from the salt. Her hand plays calmly with the water. In the sun, her hair is immediately stiff from the salt. With her cupped hands full of water and with the arrogance of those who will never offer explanations, not even to themselves, she drinks in great gulps that give her body health.Lori's awakening is both mystical and rooted in human love. When she and Ulysses come together after a long courtship it is following long periods of self-imposed separation. Near the end of the novel, Ulysses asks:Do you think love is making a mutual gift of one's solitude? After all, it's the greatest thing that one can give of oneself.For the moment the question remains unanswered, yet it is clear they both feel prepared to move forward and perhaps discover the answer together.

  • Isabel
    2018-09-03 03:05

    ,é incrível como há livros que nos chamam para lermos as suas histórias e, dentro destas, há episódios que espelham acontecimentos da nossa própria vida.Uma mulher, Lóri (diminutivo de Loreley, nome de sereia, encantadora de marinheiros, personagem mítica do poema de Heinrich Heine), personagem principal, voz feminina em busca de si, em aprendizagem, e um homem, Ulisses (nome homérico, herói guerreiro e epopeico), personagem secundária, o "farol" que aponta para "onde estão os perigos e o caminho correto para a aprendizagem", enredam-se numa viagem que tem como destino a vivência da ideia do amor, o traçar de um trajecto para o amadurecimento dela, de Lóri, no aperfeiçoamento da sua percepção do mundo em redor (exterior) e ao seu íntimo (interior), captando a felicidade na passagem de cada instante.P. 63- "um dia será o mundo com a sua impersonalidade soberba "versus" a minha extrema individualidade de pessoa mas seremos um só":

  • Samuel Ch.
    2018-08-30 05:41

    Otro libro en escritura automática. Pero esta vez, mucho más inteligible, o algo así.Aprendizaje es un clavado a la mente femenina. Cada página refleja perfectamente lo que las canciones cursis, las rosas, los vestidos, el maquillaje y los berrinches de las mujeres tratan de decir. Es un libro oceánico, titánico y aleatorio como la mente de la mujer, y es por ello que en su arbitrariedad encuentra su fortaleza.Se trata de un libro sumamente femenino donde se desmenuza el proceso de enamoramiento. Aquí se justifica el uso de maquillaje, la tardanza para vestirse, el rezo auténtico a Dios, la tragedia de conectarse a un hombre que funge como guía y protector. El ser amado es el lenguaje, el objeto del deseo es la expresión, el aprendizaje es el placer.Lispector conecta con sutileza y con caos toda la mente femenina en un libro que pareciera no estar escrito con las manos, sino con el pensamiento. Increíble poder subrayar cada párrafo como una cita importante del mundo del romance, donde no son los enamorados los personajes, sino la mismísima mente que la traduce en dolor, fantasía, abandono y placer, dentro de un libro que revela los secretos de la mujer enamorada.

  • Roberto Oliveira
    2018-09-12 05:52

    Esse livro é, sem dúvida, um ensinamento - de vida, de espera, de procura, de começo e de fim. A aprendizagem, que é, no fundo, o enorme prazer, se transforma, se amplia a cada leitura - pois é um livro para se ler sempre. E é preciso que a leitura seja despojada, que não se espere o que o livro oferece - assim, se dá o prazer da aprendizagem - sem que se espere. É a obra de Clarisse que mais fala ao leitor, que mais desenha a alma humana, com mais complexidade e com mais piedade por essa alma. Ali há um mosaico de todas as dúvidas e de todas as certezas mutáveis do ser humano que se refaz, que se re-molda a cada uma das necessárias vidas após as várias necessárias mortes. É impossível entender essa obra se nunca se morreu, se nunca se sentiu a necessidade de renascer - se se vive sempre e inquestionavelmente da mesma maneira. É um livro de vivências, de convivências e, sobretudo, da convivência do eu com o eu - da aceitação, da transmutação, do questionamento e da fixação ou não da mutante verdade de si mesmo, que nunca se pode cristalizar. E é por a alma e as verdades e o eu serem transitórios que essa é uma obra para se ler sempre.

  • Cibele Hechel
    2018-09-03 04:46

    Como não se ver, ao menos um pouco, na protagonista desse romance?! Mais um dos meus favoritos de Clarice Lispector!

  • Irene
    2018-09-07 08:03

    «Sobre todo había aprendido ahora a aproximarse a las cosas sin vincularlas a su función. Parecía ahora poder ver cómo serían las cosas y las personas antes de que les hubiésemos dado el sentido de nuestra esperanza humana o de nuestro dolor. Si no hubiese humanos en la Tierra, sería así: llovía, las cosas se empapaban solas y se secaban y después ardían secas al sol y se quemaban hasta ser polvo. Sin dar al mundo nuestro sentido, ¡cómo se asustaba Lori! Tenía miedo de la lluvia cuando la separaba de la ciudad y de los paraguas abiertos y de los campos embebiéndose de agua. Entonces lo que llamaba muerte la atraía tanto que sólo podría llamar valeroso al modo como, por solidaridad y pena hacia los otros, aún estaba presa de lo que llamaba vida. Sería profundamente amoral no esperar la muerte como todos los demás esperan esta hora final. Habría sido astucia suya avanzar en el tiempo, e imperdonablemente ser más sabia que los otros. Por eso, a pesar de la curiosidad intensa que tenía por la muerte, Lori esperaba».

  • Diana
    2018-09-06 02:05

    mergulhar num livro de Clarice Lispector é uma experiência única. a descoberta do prazer sem culpa de Lóri, a entrada no mar de madrugada, as listas das coisas infinitas que fazemos e que nos fazem existir, o amor e a entrega da nossa solidão ao outro. dos poucos livros em que peguei num lápis para voltar às passagens que podem ser lidas mil vezes e nunca perdem o sentido e riqueza lírica. ❤️

  • Isabelle
    2018-09-19 07:50

  • Mariano
    2018-09-23 06:52

    "No hemos amado por encima de todas las cosas. No hemos aceptado lo que no se entiende porque no queremos pasar por tontos. Hemos amontonado cosas y seguridades por no tenernos el uno al otro. No tenemos ninguna alegría que no haya sido catalogada. Hemos construido catedrales y nos hemos quedado del lado de afuera, pues las catedrales que nosotros mismos construimos tememos que sean trampas. No nos hemos entregado a nosotros mismos, pues eso sería el comienzo de una vida larga y la tememos. Hemos evitado caer de rodillas delante del primero de nosotros que por amor diga: tienes miedo. (...) No hemos usado la palabra amor para no tener que reconocer su contextura de odio, de amor, de celos y de tantos otros opuestos. Hemos mantenido en secreto nuestra muerte para hacer posible nuestra vida. Muchos de nosotros hacen arte por no saber cómo es la otra cosa. Hemos disfrazado con falso amor nuestra indiferencia, sabiendo que nuestra indiferencia es angustia disfrazada. Hemos disfrazado con el pequeño miedo el gran miedo mayor y por eso nunca hablamos de lo que realmente importa. Hablar de lo que realmente importa es considerado una indiscreción. No hemos adorado por tener la sensata mezquindad de acordarnos a tiempo de los falsos dioses. No hemos sido puros e ingenuos para no reírnos de nosotros mismos y para que al fin del día podamos decir 'al menos no fui tonto' y así no quedarnos perplejos antes de apagar la luz. Hemos sonreído en público de lo que no sonreiríamos cuando nos quedásemos solos. Hemos llamado debilidad a nuestro candor. Nos hemos temido uno al otro, por encima de todo. Y todo eso lo consideramos victoria nuestra de cada día."Hay que darse libremente en el amor, porque el universo que llevamos en la cabeza, el mundo en que vivimos, vale la pena compartirlo. Pero hace falta más que valor para lograrlo, y el amor no llegará por la habilidad de seducir o convencer, el amor es una continua lucha (de dos pero que empieza en uno) que no acaba cuando se da el beso tan ansiado en las comedias románticas. Está la atracción, simple, existe o no y no necesita de nada más; están las emociones, que van profundo, que no se pueden controlar y no siempre terminan donde uno lo imaginó. ¿¡Pero una relación!? Para una relación hacen falta valentía, honestidad, alegría y muchísima paciencia... pero sobre todo, hace falta ser un Yo completo, alguien que vive su vida para sí mismo, antes de darse a alguien más, alguien que ojalá sea también una persona entera.Porque la duda no es si amar o no, sino cómo hacerlo bien. Este libro describe bien los temores y anhelos que se dan en una pareja que aun duda sobre cómo lograr una relación madura. Pero ¿quién de nosotros se enamora pensando en ello?, ¿quién supera sus miedos?, ¿quién sabe identificarlos?, ¿quién aparte de los personajes de este libro se conoce tan bien?, ¿quiénes son esos individuos pacientes, hiperconscientes, francos y calculadores que saben qué es lo que sienten, en todo momento y por qué?, ¿quién se conoce a sí mismo?, ¿quién puede reconocerse en los ojos de alguien más? No son otros libros donde se encuentra la respuesta, sino en la vida misma, esa que antecede al Amor. Una guerra cruenta que luchamos todos los días contra nosotros mismos, en nuestras cabezas, en nuestros corazones, buscando crecer y no convertirnos en algo que odiemos antes de morir. Un combate que debemos ganar antes de luchar contra otros. Y resulta curioso que este libro podría habernos orientado antes de hacer(nos) tanto daño. Al mismo tiempo, sería imposible entenderlo antes de haber sufrido un cataclismo en el corazón.El amor es un aprendizaje en donde no hay reglas, sino rumores, fe y muchos malentendidos. Nos vamos a equivocar todavía, estoy seguro, pero atreverse es nuestra obligación, que de esto se trata la vida, que a los tibios los vomita el Infierno y que:"En los peores momentos, acuérdate: quien es capaz de sufrir intensamente, también puede ser capaz de inmensa alegría."

  • Mike Ceballos
    2018-09-23 23:43

    Hay un dicho popular, que para poder recibir algo hay que vaciar primero. En cierta forma así es el aprendizaje, debe ser un contenedor vacío dispuesto a recibir ese conocimiento. Clarice Lispector, escritora nacida en Ucrania pero nacionalizada brasileña, narra este proceso de reconocimiento y entendimiento, donde la protagonista debe aprender a amar y de vivir. Lori, la protagonista, vive una vida fragmentada, dividida, llena de miedo a lo desconocido, de miedo a vivir; ella está acostumbrada al dolor, al costumbrismo de la autocompación: la victimización. Ella tiene miedo de alcanzar la felicidad plena de vivir y de amar, tiene miedo al dolor que queda cuando todo acaba; busca simplemente sobrevivir mientras muere. Sin embargo, se cruza en su vida Ulises, quién resultaría su paciente mentor, ayudándola a dar cada paso decisivo para alcanzar la renovación vital de la mutua entrega. Esta novela fue escrita en 1969, causando gran controversia entre los críticos, no solo por el tema en sí, sino por las posibles interpretaciones del análisis introspectivo de la protagonista. Clarice llena al lector de imágenes y formas que desnudan la personalidad atormentada de Lori. Entrando en su conflicto interno entre atreverse a todo, o quedarse pasiva por un miedo al posible dolor. Y es que Lori, solo tiene miedo a la posibilidad de sentirlo, lo cual provoca que se pierda de esos momentos, de aquel mosaico de felicidad que puede llenar su vida. La narración es un reto en si, por su diálogo introspectivo lleno de formas y alegorías, encontrando al complejidad de Lori en su “yo” fragmentado. Sin embargo, arriesgarse a vivir, arriesgarse a amar, llega siempre a ser el objetivo de este aprendizaje. Recomendado para lectores medio, y algunos atrevidos principiantes que empiecen a buscar lecturas más retadoras.

  • Rodrigo Ferrao
    2018-09-15 05:59

    "Porque no Impossível é que está a realidade. Lóri suportava a luta porque Ulisses, na luta com ela, não era seu adversário: lutava por ela. - Lóri, a dor não é motivo de preocupação. Faz parte da vida animal.Ela apertou as mandíbulas, olhou para a lua gelada, olhou o zénite da esfera celeste.Ele esmagava uma folha que caíra da árvore sobre a mesa do bar. E como para lhe dar de presente alguma coisa, ele disse:- Sabe o que é sarcofila?- Nunca ouvi esta palavra, respondeu.- Sarcofila é a parte carnosa das plantas. Segure esta e sinta.Estendeu-lhe a folha, Lóri tacteou-a com dedos sensíveis e esmagou-lhe a sarcofila. Sorriu. Era lindo dizer e pegar em: sarcofila."Este livro é um constante diálogo interior, uma passagem pelas emoções de alguém que ama. E quem ama, experimenta todas as fases da paixão - as inseguranças e medos, a descoberta de quem está do outro lado, a dúvida, o vai / não vai... E Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres é esta estranha e fascinante viagem pelo mundo de Lóri (Loreley) e Ulisses.Na verdade, esta história põe a nu várias questões: a morte, Deus, o amor, a existência, o ser. O magnífico cruzamento entre a professora primária e o professor de Filosofia... na constante busca da aprendizagem e na busca interior (a viagem ao mundo de Lóri, personagem que nos fica para sempre). Narrativa de diálogos desconcertantes, carregados de pensamentos profundos e de frases lindíssimas - é impossível parar de sublinhar o livro. Clarice Lispector leva-nos bem longe, num turbilhão de sensações que nos arrastam para grandes pensamentos.

  • antonio brito
    2018-09-19 01:56

    Uma Aprendizagem, ou, O livro dos prazeres: romanceClarice LispectorA relação dos adoradores de Clarisse Lispector inclui autores do peso de um Luiz F. Veríssimo, Scliar, Ferreira Gullar e tantos outros. Homenagens póstumas não lhe faltam (peças de teatro, exposição no Museu da Língua) como se fosse um alívio tardio para as contrariedades que a escritora sofreu em vida. Porém se o que importa é o texto e a capacidade de encantar o leitor, melhor será esquecer todos os elogios e tentar decifrar a obra. É muito difícil encontrar alguma filosofia ou aprendizado neste livro com frases do tipo: “aí estava o mar, a mais ininteligível das existências não humanas” e algum feminismo em “- Sim, disse Lóri, sou mulher tua”. Difícil é encontrar neste texto uma “fortuna crítica” sobre a “dimensão filosófica-existencial” , como querem nos induzir algumas críticas laudatórias. Esgotei todos os parcos recursos da leitura atenta e da paciência para apreender deste livro algum prazer ou aprendizado. De fato é uma digressão sem conteúdo e verborrágica, em busca de um Joyce ou Proust perdido no Rio, com situações banais e pouco criativas para serem sexualmente excitantes. Não sei como nossos vestibulandos se viram para entender um texto desta natureza. Sei que é constrangedor ser contra a unanimidade, fazer o quê? Antônio Brito – abril 2011

  • Isabel Maia
    2018-09-25 06:40

    Lóri, diminutivo de Loreley, é uma professora primária que passa a viver no Rio de Janeiro após sair da casa dos pais, em Campos. Conheceu Ulisses, um professor de filosofia, numa noite em que esperava por um táxi e ele lhe ofereceu boleia. A partir daí, após ter tido outras experiências amorosas, esta era realmente verdadeira. Ela amava pela primeira vez e tinha que passar por esse processo de aprendizagem desse novo sentimento que ela tinha de aceitar.A história analisa as dúvidas e os anseios de Lóri, que pela primeira vez experimenta o amor e o prazer, mas tem medo de perder a sua própria identidade no processo. O processo, naturalmente, é a sua lenta e não rara solitária aprendizagem, através da qual ela consegue sintetizar os extremos antes irreconciliáveis de independência (vida pessoal) e de dependência (amor ou o vínculo matrimonial). Mas no meio de todo este enredo, o que achei mais interessante foi a maneira como o texto foi construído. Começa com uma vírgula e acaba em dois pontos, dando a percepção que Clarice apenas quis relatar aquele bocado da história de Lóri e Ulisses, e que tanto para trás desta história como no seu seguimento, ambos tiveram as suas vivências normais.

  • Michael Vagnetti
    2018-09-14 00:05

    Writing in relief. Like on a canvas, there is a base of mystical primer, but the words are raised up, out of that confusing murk, with organic sutures and solder. What's unsubmerged is a fiction that makes "ultimate" and "essential" experiences into planks you can walk on. There are Zen-relevant realizations about joy and suffering and "understanding" here that are remarkable accomplishments, but without that spiritual/psychological vocabulary. Instead, the writing is a kind of artisanal, outsider language; if it were anthropomorphic, the feelings would be on the outside. While this can be as squeamish as fingering a live neuron, a neuron system, or a human mind in the process of emoting, it is a fascinating biology, wildly imaginative but with brutal utility, cut on the bias against those quiet, increasingly untenable assumptions about what fiction is for.

  • Dominique
    2018-08-30 02:00

    Me gustó. Me gustó mucho el estilo, la elección de palabras, hacer de aquello que no se puede poner en palabras un intento apalabrado. Me gustó mucho estar en la cabeza de Lori, en esa cadena de pensamientos que se van superponiendo hasta conformar las "manchas cósmicas" que sustituyen al entendimiento. Las locas ganas de comprender (¡algo!) pero, al mismo tiempo, aceptar el no-entender como sentido de existencia. El recorrido entre el ser-pensar-vivir, o sus variantes, vivir-ser-pensar, pensar-ser-vivir, etc... El "aprendizaje" del placer (la intensidad del vivir y el sentir por sobre el pensar), los momentos de "gracia".Lo que no me gustó fue el desenlace de la historia, el encuentro amoroso con Ulises como culminación de un aprendizaje que en realidad no tiene fin, y mucho menos con el encuentro amoroso, creo yo. De cualquier forma, disfruté mucho esta lectura.

  • Moon
    2018-09-07 23:42

    So, I first decided to read this book because I had read a quote on a friend's facebook status, and really liked how the words were phrased.It didn't disappoint me at all. It starts a little "boring", making you believe it is incomplete and you're arriving to a story that has already started and you just feel out of place, as if fitting and reading it is something you shouldn't be doing. Then, before you actually notice it, it grasps you and throws you into Lori's mind. You feel as sad as she does, you question yourself when she does, and sometimes you want to cry out the answers or your own plea!

  • Clarice
    2018-09-03 03:37

    No percurso de auto-conhecimento de Loreley – ou simplesmente Lóri, Clarice Lispector desenvolve a prosa de maneira claramente poética. O romance começa com uma vírgula e o primeiro ponto final só aparece depois de duas páginas. O fluxo ininterrupto de palavras junto com uma série de idéias fragmentadas reforça a sensação de estarmos acompanhando os pensamentos de Lóri, apesar de uma narrativa em terceira pessoa, e nos envolve na angústia da protagonista, a angústia de se descobrir. É um pedacinho da história de Lóri a qual temos acesso, mas um pedacinho revelador e atraente.

  • Fernando Cleber
    2018-09-17 01:40

    A busca pela felicidade, a busca do prazer pelo simples fato de se conhecer a si mesmo, de se sentir bem consigo mesmo e saber aceitar a sua própria solidão. É assim que Lóri, com a ajuda de Ulisses, procura aprender a suportar a dor angustiante da solidão para que possa, enfim, ter o prazer da alegria e da tranquilidade de saber quem é. Nessa trajetória de aprendizagem vai conhecendo o amor de Ulisses e a imensa dof da alegria, de ser.

  • Erodora
    2018-09-01 04:50

    Me ha encantado.Me gustan los libros tan introspectivos, tan de dentro, con personajes que se plantean y replantean sus pensamientos, sus emociones y que de sus conclusiones intentan darle sentido a sus vidas. Me gusta que los haga tan humanos y tan irreales. Humanos porque normalizan el dolor de la existencia y plasman la ansiedad del miedo a vivir sin vivirse, a vivir sin darse cuenta, el miedo a la incertidumbre de no saber a dónde nos llevará lo que hacemos y todo lo que no. E irreales porque sus personajes son casi utópicos, es muy poco común encontrar a personas tan profundas, que se cuestionen tanto a sí mismas, lo que viven y lo que les rodea. Este libro es muy hondo en ese sentido. Es la historia de dos personas que se están conociendo y que, a su modo, se guían hasta entender que deben ser por sí mismos para luego ser juntos. De cómo el amor no implica renuncia y de la importancia de ser solo para poder ser con los demás.Cosas negativas. Es cierto que los personajes se pueden volver reiterativos, incluso arrogantes, pero es que hay que hacerlos humanos y no dejan de tener sentido por ello. A veces se pasa un poco invocando a la muerte y estableciéndola con fin último de la existencia, cuando la muerte no es un objetivo, sino el cierre.Es un libro sanador. Da cierta paz leerlo.Es pura prosa poética, apenas tiene diálogos, y puede parecerle denso a personas que no están acostumbras a este tipo de lecturas. Precisamente por eso me ha recordado mucho a “El amante” de Marguerite Duras; y a “La insoportable levedad del ser” por lo introspectivos, reflexivos y abstractos que son.

  • Maurizio Manco
    2018-09-25 05:56

    "Il silenzio è la profonda notte segreta del mondo. […] Chi l’ha sentito non lo dice. C’è una massoneria del silenzio che consiste nel non parlarne e nell’adorarlo senza parole." (p. 25)"E' nell'Impossibile che sta la realtà." (p. 87)"Esistere è così totalmente fuori del normale che se la consapevolezza di esistere durasse più di qualche secondo, impazziremmo. La soluzione di questo assurdo che si chiama «io esisto», la soluzione è amare un altro essere che, lui, capiamo che esiste." (p. 126)