Read Auto da barca do inferno by Gil Vicente Online

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O Auto da Barca do Inferno (ou Auto da Moralidade) é uma complexa alegoria dramática de Gil Vicente, representada pela primeira vez em 1517. É a primeira parte da chamada trilogia das Barcas (sendo que a segunda e a terceira são respectivamente o Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória).Os especialistas classificam-na como moralidade, mesmo que muitas vezesO Auto da Barca do Inferno (ou Auto da Moralidade) é uma complexa alegoria dramática de Gil Vicente, representada pela primeira vez em 1517. É a primeira parte da chamada trilogia das Barcas (sendo que a segunda e a terceira são respectivamente o Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória).Os especialistas classificam-na como moralidade, mesmo que muitas vezes se aproxime da farsa. Ela proporciona uma amostra do que era a sociedade lisboeta das décadas iniciais do século XVI, embora alguns dos assuntos que cobre sejam pertinentes na actualidade.Diz-se "Barca do Inferno", porque quase todos os candidatos às duas barcas em cena – a do Inferno, com o seu Diabo, e a da Glória, com o Anjo – seguem na primeira. De facto, contudo, ela é muito mais o auto do julgamento das almas.Wikipedia...

Title : Auto da barca do inferno
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ISBN : 23480997
Format Type : Paperback
Number of Pages : 119 Pages
Status : Available For Download
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Auto da barca do inferno Reviews

  • Mistery
    2019-04-10 22:17

    Necessitei, muitas das vezes, de reler as cenas para compreender na íntegra tudo o que foi escrito. Um português bastante confuso e diferente do atual. Apesar do sentido humorístico aliado à crítica moral, esperava algo completamente diferente da história. Mais detalhes. (view spoiler)[Supõe-se que o parvo ficou no cais por não haver qualquer menção de que ele efetivamente embarcou. Não é que acredite que Gil Vicente se tenha esquecido dele, mas nem o Anjo o chamou? Afinal, foi ele que lhe ordenou para esperar antes de embarcar. (hide spoiler)] Nem tudo tem de estar explícito num texto/peça, o leitor pensa por si, mas senti falta de algumas referências e de mais desenvolvimento das cenas. Pareceu-me tudo muito apressado, senti tudo com muito pouco sabor. Ainda assim, gostei, mas se não fosse a análise feita nas aulas de Português do 9.º Ano, a experiência teria sido totalmente diferente e, provavelmente, não tão agradável.

  • Ana Dias
    2019-03-20 22:22

    Mistura de comédia com crítica social que apesar de ser de 1500 e troca o passo continua em alguns aspetos atual. Não que eu tenha muito conhecimento de causa, mas para a época em que pouco deste género se tinha feito, pelo menos em formato escrito, Gil Vicente merece que se lhe tire o chapéu. Adorei.

  • Cláudia
    2019-04-12 23:12

    Este auto é de literatura fácil para quem está enraizado na cultura do século XVI, para quem não está existem certos trechos que tornam a leitura difícil e desafiante. Não é, de todo, um dos melhores autos de Gil Vicente, infelizmente, é o mais conhecido. Existem partes engraçadas, com conteúdo barato e por vezes ofensivo, mas para além disso não há muito mais. É uma sátira, uma crítica à sociedade, não se podia exigir mais do que aquilo que foi dado. Apesar do baixo rating recomendo esta leitura a qualquer pessoa, é tão pequena que em mais ou menos meia hora se despacha.

  • Gabriela Melo
    2019-04-06 20:39

    Auto é o nome dado aos textos teatrais. O tema deste é uma alegoria ao dia do juízo final. O Fidalgo D. Anrique, o Onzeneiro (agiota), Sapateiro, o Parvo, Frade, Brisida Vaz (a Alcoviteira), Judeu, Corregedor, o Procurador, o Enforcado e quatro Cavaleiros morreram e chegaram ao local onde se encontra duas barcas, uma com destino o Inferno e a outra, a Gloria, bem como seus respectivos representantes. Um a um, os condenados são encaminhados aos seus devido lugares. Somente o Parvo e os Cavaleiros são destinados à salvação, por sua humildade e por terem morrido em nome da fé (referencia às Cruzadas). Os outros tentam se justificar, porém, suas palavras não conseguem tirar o peso de suas más ações quando vivos. Engraçado, com valores morais e religiosos do final da Idade Média, o auto da Barca do Inferno é exigida em vários vestibulares e vale a pena ser lida.

  • Rachel
    2019-03-20 20:31

    Este livro mostra de uma maneira divertida e não aborrecida o facto das nossas acçoes no presente terem consequencias no futuro.Tendo analizado calmamente em aula a obra, cheguei á conclusão que os problemas que se passam na sociedade hoje em dia, são problemas vindos de anos/seculos anteriores, por exemplo, O Corregedor e o Procurador são ambas personagens acusadas de aceitarem Subornos (não praticarem a justiça imparcialmente), um problema que em Portugal tem sido constante.Uma cena desta obra que ainda me deixou um pouco, digamo, á nora, foi a cena do Enforcado, personagem que era um prisioneiro e se acreditou na palavra de Garcia Moniz que lhe garantia o perdão de todos os seus pecados através do enforcamento...Mas de resto é uma optima obra de Gil Vicente.

  • Pedro
    2019-04-10 20:20

    Creio que o autor dispensa apresentações, pelo menos para a maioria de nós.Esta é uma das peças de teatro mais conhecidas em Portugal. Pena que esta edição não lhe faça justiça, para começar o livro ficou ridiculamente minúsculo e depois nem a capa nem a formatação interior ajudam. Para além disso, deveria ter mais notas explicativas.A manuscrito em si combina o melhor da sátira portuguesa em forma de teatro. Um texto que continua actual e relevante, sendo fácil de encontrar paralelismos na nossa sociedade. Apesar das palavras em português antigo dificultarem o entendimento, não me parece que seja um factor que limite em demasia o desfrutar da obra.Recomendo a todos este texto mas numa edição diferente!

  • Gabriela Laufer
    2019-03-28 20:18

    It's originally written in classic portuguese and there are a lot of "slangs" we don't use anymore so it makes the reading a bit difficult and tiresome. Gil Vicente's idea is great but i think he kind of used of Dante Alighieri's idea to write his own book relating the reality of the portuguese society.

  • Bruno
    2019-04-08 01:32

    Além do valor histórico de ser um dos primeiros documentos literários em língua portuguesa, ainda que arcaica, é engraçado pra caramba... Dá pra rir muito mesmo. É forte a influência de Dante Alighieri, que aliás marcou o surgimento do estilo. Procure ler uma versão com o máximo de explicações possível acerca do português arcaico que por sinal é a única dificuldade ao ler esta peça maravilhosa.

  • Alexia Moon
    2019-04-08 00:23

    This was one of my favourite plays in portuguese. I just love the irony, sarcasm and the characters. The way the author can express the emotions and the social reality in the characters and the way they are judged is fascinating.

  • Marina Schulz
    2019-03-22 00:28

    Lido no 9º ano como leitura obrigatoria; mantêm-se como um ponto alto de tudo aquilo que foi forçada a aprender. Alegorico mas divertido; não é demasiado fácil de ler mas é acessível. A história, o humor, os trocadilhos, os inuendos... uma obra mestra da literatura portuguesa.

  • Thais
    2019-04-20 01:16

    O livro é legal, já tinha visto peças de teatro, mas resolvi ler só neste ano. O problema é, com certeza, o português arcaico, que dificulta um pouco a leitura. Porém, pelo texto ser curto, não é cansativo, da para ler em um dia e é importante pro vestibular, :D

  • Ana Nunes
    2019-04-03 18:12

    Cenas engraçadas mas português demasiado complicado! E que tal uma edição com o nosso português actual, só para "descomplicar"?

  • Living Belowtheclouds
    2019-03-21 01:17

    Gostei muito deste Auto.Li a edição com notas e comentários de Mário Fiúza, o que tornou a sua compreensão mais fácil. É uma peça muito interessante e cómica.

  • André José
    2019-03-21 01:26

    Extremamente interessante! Para além de retratar a sociedade tal e qual como ela é, existem argumentos prodigiosos e bem utilizados. Fascinei-me por esta peça de teatro e pelo seu respetivo livro!

  • Julia
    2019-04-08 18:39

    Incredibly hard to read, but an amazing and sarcastic story portraying perfectly important characters of the Portuguese society in the 1500s.

  • Douglas Mendes
    2019-04-05 23:31

    bom livro, clássico

  • Rita Costa (Lusitania Geek)
    2019-04-18 20:23

    Tive que ler no meu secundário, fazia parte de uma leitura obrigatória para uma possível escolha para o exame final da disciplina: literatura portuguesa. Eu gostei muito de ler este livro, muito teatral mas também temas políticas sobre a vida boémia dos lisboetas que o autor criticava, o sentido de humor que o autor descrevia a sociedade portuguesa naqueles tempos. Digamos...a melhor maneira de descrever este livro ( e o que me lembro), faz lembrar aqueles comentadores dos media (jornais/tv), que literalmente gozam com os nossos políticos, as consequências que trazem para o país e as diferencias de mentalidade entre os nortenhos e os da "margem sul", só que era...durante o inicio do século 16 e descrito apenas por uma pessoa: Gil Vicente. Há partes durante a leitura, que parece não ter mudado muito sobre a nossa sociedade actual, há coisas que não mudaram na política e isso pode ser algo assustador e integrante. Recomendo ler este livro, algo a reflectir e aprender o que Gil Vicente nos mostrou sobre Portugal. 4 estrelas

  • Beatriz Serpa
    2019-03-20 20:24

    É uma ótima obra: repleta de críticas sociais que para a altura eram um tanto ousadas e irreverentes, com comédia à mistura e um pouco de vulgaridade, é uma obra que se mantém bastante atual. Vejo que para algumas pessoas a linguagem se pode mostrar um pouco desafiante, já que fazem desuso daquele português 'arcaico' que é usado por Gil Vicente (amigos, tenham paciência, o homem escreveu o Auto em 1500 e pico; se se atualizasse o vocabulário para o atual, a obra perderia a sua beleza), mas não achei a leitura nada difícil nem confusa - deve ser porque venho de uma daquelas partes do país que ainda usam expressões quinhentistas.Muito bom, deveras! E já é a segunda ou terceira vez que o leio!

  • Flávio
    2019-03-28 22:16

    Uma crítica social, pra época em que foi escrito é muito bom,

  • Felipe Costa
    2019-03-22 22:17

    Há dois momentos que, para mim, representam todo o brilhantismo de Gil Vicente no Auto. Primeiramente, quando o agiota ao ser perguntando pelo Anjo onde colocaria o bolsão que carregava afirma "juro a Deus que está vazio", então, o Anjo diz que o bolsão estava vazio porque o conteúdo antes existente mora no coração do onzeneiro. O segundo grande momento se encontra no final do Auto, quando chegam os cavaleiros de Cristo, aqueles que lutaram nas cruzadas, e em nenhum momento eles demonstram medo ou apreensão. Se o Diabo foi irônico em todo o Auto agora ele se retrai, são os homens de Cristo que afirmam para onde vão. Gil Vicente não poderia terminar de melhor maneira seu Auto, mostrar que a luta por Cristo é abençoada por Deus e pela Santa Igreja foi uma chave de ouro.

  • Hugo Fialho
    2019-04-08 19:25

    O Auto da Barca do Inferno constitui-se em um enredo que muito bem demonstra as mudanças , além das dicotomias, empenhadas pelo Humanismo no contexto do Renascimento Cultural no qual a Europa estava inserida à altura da elaboração desta peça teatral - aliás, foi exatamente isso que possibilitou a sua independência, haja vista a expoente crítica à nobreza; ao clero; e, pois, um deboche à Igreja Católica Apostólica Romana, que se faz visível pelo maniqueísmo das barcas do Anjo e do Demônio.O Judeu, inacreditavelmente por sua riqueza, bem como o Fidalgo, por sua avareza, são condenados à barca do inferno. Nesse instante, nota-se referência às perseguições imprimidas pela Igreja e seus reinos aos judeus; bem como a ambição da nobreza parasita. O Onzeneiro é condenado às chamas por fofocas; o Parvo, por querer justificar seus pecados por sua sandice; o Sapateiro, por apoderar-se da usura e da corrupção; o Corregedor e o Procurador, por estarem imersos na esfera do apadrinhamento político e na mal interpretação da Lei; o Frade, por ter traído seu voto de castidade; e Brízida, por ser alcoviteira e dona de prostíbulo; o Enforcado, por ter cometido suicídio.Por fim, os únicos a embarcar na barca do Anjo são quatro Cavaleiros que perderam a vida lutando pela mesma Igreja Católica Apostólica Romana contra os mouros da África do Norte e nas cruzadas.

  • Marta
    2019-04-18 00:21

    Nos confins do meu 9º ano, quase que sou capaz de ter lido isto só pela piada dos personagens dizerem asneiras. "Piada". No, but really, lembro-me que achei que foi interessante e que, por estar escrito em forma de texto dramático, cativou a minha atenção. Já não tenho a firme certeza de que li tudo, mas é provável que sim (se me faltar alguma parte, deve ser mínima mesmo). De qualquer das maneiras, não vou dar uma nota porque já não tenho memórias nítidas o suficiente para o fazer... Fica só o apontamento de que é das poucas obras obrigatórias de serem dadas na escola que, realmente, vale a pena ler, porque aborda temas sérios de uma forma humorística.

  • Jerónimo Carola
    2019-03-21 19:32

    Fantástico livro de Gil Vicente, o "Auto da Barca do Inferno" conta-nos a estória de vários personagens que, depois de mortos, são castigados pelos seus pecados (indo para o Inferno) ou recompensados pelos seus feitos cristãos (indo para o Paraíso), julgamento este feito à luz dos padrões ideológicos da Idade Média, mas ainda muito actual em alguns pontos.

  • Isaura
    2019-04-03 18:18

    Adorei esta peça de Gil Vicente, em que ele manda umas "bocas" a várias classes sociais e profissões que se consideravam muito nobres e tinham uma altitude muito altiva. Neste livro, são satirizados e a maior parte deles é recusado pelo Anjo para entrar na Barca do Paraíso. Assim, fidalgos, corregedores, onzeneiros, sapateiros, procuradores, etc. levam todos com um choque de realidade

  • Helena Duque
    2019-03-23 22:12

    Esta obra nâo foi bem-vinda pois fui obrigada a lê-la para estudo. Esta obra foi engraçada de se ler pois adquiri uma prespetiva de como as pessoas funcionavam naquela altura e isso é algo que me dá gozo de conhecer.

  • Mariana Azevedo
    2019-04-15 02:28

    Excelente peça, um óptimo retrato cómico da sociedade da época e onde pudemos ver como era feito o humor na altura no nosso país. Com personagens que nunca se esquecem como Joane ou a Alcoviteira. Aconselho vivamente!

  • Mariana
    2019-04-04 23:20

    Adorei este texto dramático. Foi sem dúvida a luz do meu nono ano e concordo plenamente ao decidirem abordar esta obra no 3º ciclo. Acho que se ajusta muito bem à maturidade necessária na altura e é uma excelente obra que desperta o interesse dos jovens para clássicos portugueses.

  • Ana
    2019-04-10 21:18

    Tal como muitos portugueses, esta obra foi lida no âmbito da disciplina de Português.É uma história bastante divertida, de um humor acutilante que retrata de forma critica uma sociedade de preconceitos, descriminação e elites.Grande obra!

  • Ana Andrade
    2019-04-17 23:10

    I read this book for the first time while I was at school and suddenly I wanted to reread again and I've just done it. This book is great. A fantastic satiric story about the people from the 16th century, about the society and everything else.

  • Carolina Morales
    2019-03-30 20:23

    "Rindo, corrigem-se os costumes é o mote deste autor lusitano da Idade Média que nos seduz até hoje com suas obras de fácil apreensão e valores universais/atemporais.