Read Ana Vichenstein: A Feiticeira da mente by Ana Crisóstemo Online

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Ana Vichenstein é uma adolescente de 13 anos de idade, órfã de mãe, que estuda no mesmo colégio desde os seus seis anos de idade. Excelente aluna, óptima cantora e dançarina e ainda uma excelente pessoa.Tudo isto poderia ser comum a um grande número de adolescentes, não fosse ela uma feiticeira da mente.No mundo de Ana existem três categorias de feiticeiros, todos eles comAna Vichenstein é uma adolescente de 13 anos de idade, órfã de mãe, que estuda no mesmo colégio desde os seus seis anos de idade. Excelente aluna, óptima cantora e dançarina e ainda uma excelente pessoa.Tudo isto poderia ser comum a um grande número de adolescentes, não fosse ela uma feiticeira da mente.No mundo de Ana existem três categorias de feiticeiros, todos eles com as suas qualidades e as suas limitações: os feiticeiros da mente, os feiticeiros com manopoderes (nas mãos) e os feiticeiros da varinha.Não se pense que os feiticeiros conseguem ser aceites na sociedade. Eles vivem à margem, encobertos por detrás de um colégio comum, onde estudam tanto alunos feiticeiros como os outros não-feiticeiros. Durante o dia convivem entre si com aulas comuns. A partir da hora de saída dos alunos não-feiticeiros, as aulas de magia são leccionadas numa secção específica do colégio.Ana entrou naquele colégio sem saber a verdadeira razão. A sua mãe foi morta para a conseguirem colocar naquele sítio a estudar. O seu pai divorciara-se da sua mãe ainda antes deste acontecimento fatídico. Encontra-se sozinha no mundo.Tudo parece correr bem até que alguns acontecimentos insólitos assolam a vila de Cascais, próximo da zona de Sintra onde fica o Colégio…...

Title : Ana Vichenstein: A Feiticeira da mente
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ISBN : 9789898389725
Format Type : Paperback
Number of Pages : 302 Pages
Status : Available For Download
Last checked : 21 Minutes ago!

Ana Vichenstein: A Feiticeira da mente Reviews

  • Margarida Cruz
    2019-04-27 06:01

    Ana Vichenstein - A Feiticeira da Mente é uma história de feiticeiros muito ao estilo de Harry Potter. No entanto, aqui, para além dos tradicionais feiticeiros e respectivas varinhas, temos três diferentes categorias: os feiticeiros cujo poder se encontra na mente, os feiticeiros dotados de manopoderes (poderes veiculados com recurso às mãos) e os feiticeiros que necessitam de recorrer à varinha para conseguirem exectuar os seus truques de magia. O Colégio Internacional de Sintra alberga vários alunos feiticeiros destas três categorias. À semelhança de Hogwarts, este vai muito de encontro à arquitectura de um castelo e funciona com base no internato dos alunos feiticeiros. Contudo, este colégio difere num grande ponto do castelo de Harry Potter: ele tanto lecciona alunos feiticeiros como alunos não feiticeiros. Trata-se de um colégio normal, muito idêntico a tantos outros. A questão é que ao fim da tarde, num piso assinalado como estando em obras, os alunos feiticeiros juntam-se e têm aulas de magia, às escondidas dos restantes não-feiticeiros. Temos, portanto, uma sociedade que desconhece a existência desta comunidade de feiticeiros que vive no secretismo e da qual faz parte o responsável por grandes cataclismos e atrocidades de grande magnitude no Mundo. Ele é o vilão desta história, chama-se Pedro Dante e o seu propósito é submeter os humanos ao domínio dos feiticeiros, obrigá-los a aceitar a magia e a viver com eles, independentemente das consequências. A protagonista desta história, Ana, é sua prima. O seu pai - que a abandonou quando ainda era muito nova - é irmão do pai de Pedro. No final da escolaridade, Ana, tal como todos os restantes alunos feiticeiros, têm a oportunidade de escolher qual o caminho a seguir: aliar-se a Pedro ou ao lado que está a tentar travar as suas loucuras e atrocidades. No entanto, Ana vive aquém destas informações que envolvem a sua família, incluíndo o pai há muito desaparecido.No 7º ano e com 13 anos, ela leva uma vida - supostamente - normal. Digo "supostamente" porque não achei propriamente adequadas as relações amorosas e familiares que lhe foram atribuídas. Ela namora com Vicktor, um rapaz de 16 anos e que frequenta já o 10º ano, trocando declarações de amor eterno, beijos apaixonados e uma devoção demasiado intensa, a meu ver, para a idade. Os dois passam todo o tempo livre juntos, invariavelmente a passear no jardim exterior do colégio. Aqui tiro uma frase da última página do livro para elucidar melhor a minha ideia de que era um amor excessivamente intenso para a idade: "Eu e ele éramos um só". Eu aceito a célebre frase que diz que "o amor não escolhe idades" mas daí a ter uma adolescente (?) de 13 anos a afirmar coisas como estas e a dizer que o namorado era o amor da vida dela, que o coração não pertencia a mais ninguém, etc., é um tanto quanto ridículo. Acredito que hajam muitas raparigas a dizer coisas como estas nesta idade, pois é uma idade de mudanças e onde as emoções estão muito mais à flor da pele. Mas acontece que aos 18/19 anos de idade, olhamos para trás, para esta altura estranha da nossa vida, e pensamos que foi como que uma altura de "parvoeira", onde pensávamos e dizíamos coisas absurdas e ridículas. Coisas sobre as quais hoje temos já outro conhecimento, outra experiência e sabedoria. Daí que não concorde, de todo, que a escritora, tendo já 19 anos quando escreveu este livro, tenha optado por esta faixa etária para relatar um romance tão arrebatador como este, que até envolvia famílias, jantares e dormidas em casa dos "sogros", idas às compras com a mãe do namorado, e outras situações que tais que achei descabidas.É também de referir o ambiente altamente fantasioso em que este namoro assenta. Como exemplo, dou o espectáculo de Natal em que Vicktor, em jeito de surpresa, sobe ao palco no fim do espectáculo e se declara em público a Ana. Ou o baile onde, do nada, chama a atenção de todos para dizer que a Ana é a mulher da vida dele e que a ama há muito tempo e amará para sempre, ao mesmo tempo que lhe faz aparecer um ramo de rosas brancas na frente e a beija (sim, eles trocam beijos como se fosse perfeitamente normal e aceite fazerem-no com a idade que têm, à frente de toda a gente - pais, professores, colegas, etc.).Tenho também a apontar os diálogos enfadonhos, infantis e inúteis com que muitas vezes me deparei. Eram, no fundo, conversas sem relavância nenhuma e até irreais pois, pelo menos eu, não ajo e não respondo da mesma maneira que as personagens deste livro. No fim, acabavam por conferir ao livro um cariz enfadonho, aborrecido, pois não cativavam, de todo, a atenção do leitor.No entanto, esta "nota" faz-me lembrar que é importante referir que este livro é para um público juvenil. Não jovem-adulto. A temática, a história, a escrita são em tudo direccionadas para um público absolutamente jovem. Não é por acaso que são já vários os professores do 3º ciclo a recomendar a sua leitura no âmbito do Plano Nacional de Leitura.Para finalizar, fica uma chamada de atenção para o final. Depois de um desenrolar da acção demasiado lento e sem grandes picos de interesse, o final - onde se esperava o gande culminar da história - é escrito de forma tão apressada e incompleta que fiquei sem perceber se o vilão foi ou não derrotado. Além disso, apesar de ir contra todos os clichés de happy ending, foi, em certa medida, previsível.Apesar de tudo isto, não foi uma má leitura. De todo. À parte do seu carácter um tanto-quanto infantil, foi uma leitura fácil e que me entreteve. Gostei da temática, visto que foi como que uma lufada de ar fresco no actual panorama do fantástico em Portugal. A revisão do livro, infelizmente, não foi das melhores, pois deparei-me com situações em que, no meio de um livro inteiro relatado na primeira pessoa, há, por vezes, parágrafos, diálogos e frases pautadas por um narrador na terceira pessoa.Para os apreciadores de um romance de fantasia mais juvenil, fica a recomendação. Para os de young adult novels é que já não, pois sei que iria "deixar muito a desejar".De qualquer das formas, deixo os meus parabéns à autora, Ana Crisóstomo, pela luta na realização de um sonho e por ter conseguido que a sua história fosse publicada, ainda para mais com uma capa tão fantástica e apelativa.

  • Inês Montenegro
    2019-04-24 06:42

    Trata-se de um livro muito fraco em praticamente todos os níveis.O worldbuilding é dos mais básicos, não me parece que tenha sido usado tempo e trabalho por aí além a construí-lo. O enredo é igualmente simplista, mal estruturado e mal apresentado ao leitor, com várias discrepâncias e momentos em que personagens aparecem e desaparecem em determinados momentos para dizer ou fazer coisas sem outro propósito que não um evidente "dava agora jeito".A escrita, na primeira pessoa, torna-se aborrecida pela quantidade de redundâncias e informação desnecessária sobre os detalhes do dia-a-dia da protagonista que nem contribuem para a história, nem servem para a caracterizar.Em relação às personagens, são todas bastante superficiais, no entanto, o casal protagonista foi o que mais me incomodou: Ana é bonita, excelente jogadora de basquetebol, boa cantora e extremamente talentosa em feitiçaria da mente, tendo um dom único e sendo aos 13 anos melhor que todos os seus colegas, até que o seu professor. Resumidamente, uma Mary Sue, a que Vicktor, o namorado de 16 anos, faz par sendo um Gary Stu: bonito e cobiçado por muitas raparigas da sua idade, capitão da equipa de basquetebol masculina, igualmente talentoso nas artes e muito bom em feitiçaria... Ambos com uma moral e princípios como ninguém, em especial a Ana, que chega a extremos inverosímeis.E que escola ensina os alunos a infligirem dor uns aos outros ou a colocar-se numa espécie de "Imperius"?

  • Ivonne
    2019-04-26 06:34

    É um 2,5*. Ganhei este livro por ter sido fã do mês de Agosto no facebook do “Tertúlias”. O último em que podia ter ganho, visto que, a partir dessa altura, passei a colaborar neste cantinho periodicamente. Que grande sorte! Por isso, agradeço à Ni e à Chiado Editora, pela oportunidade. Adoro o género fantástico e confesso que estava curiosa em relação a este livro. Sendo eu uma aluna de Psicologia, o título “Feiticeira da Mente” puxou por mim. Antes de continuar, quero rectificar uma situação que reparei no site da editora. A sinopse refere que a personagem principal - Ana Vichenstein - tem 15 anos. Na realidade, Ana tem 13. Assim que me vi com o livro nas mãos e o revirei para ler mais atentamente a sinopse, reparei logo nisso. Fiquei também na dúvida em relação ao nome da autora, Crisóstomo, pois já vi da forma como escrevi e Crisóstemo. Não sei qual deles está correcto.Admito que a capa não puxou muito por mim, ou pelo menos a cor predominante, mas entendo porque a escolheram. Afinal uma das associações mais directas que fazemos à feitiçaria é a esta cor. Pelo menos, eu faço. Mas, mesmo assim, continuo a não simpatizar com a cor escarrapachada na capa.Em relação à história, esta desenrola-se num ambiente escolar, numa escola mista, com alunos feiticeiros e não-feiticeiros. Existem três tipos de feiticeiros: os da mente, os que detém o poder nas mãos e os da varinha. Ana e Vicktor são as personagens principais e são ambos do primeiro tipo. São também namorados, com uma diferença de três anos. Apesar da tenra idade, Ana é muito poderosa e Pedro, antagonista e seu primo, tenciona iludi-la e seduzi-la para o seu lado, pois os seus poderes ser-lhe-iam de uma mais-valia. Para mais informações sobre a sinopse, podem ler aqui.Confesso que, no início, senti-me desmotivada para ler, pois reparei que o público-alvo a que se destinava era, essencialmente, juvenil. Estava a preparar-me para desistir da leitura quando me empolguei a sério. Apercebi-me de que tinha algumas parecenças com Harry Potter e Hogwarts. Apenas algumas e isso foi o bastante para me prender e ficar a magicar na história ao longo dos dois dias e meio que levei para a ler. E noites, devo acrescentar!A escrita é simples, às vezes demasiado, mas fluída. Um nada repetitiva e é verdade que tem algumas gralhas que fizeram revirar os olhos. Não me considero exímia na língua, como já referi algumas vezes, mas são erros que são facilmente detectados. Nada que uma revisão antes da próxima edição, se a houver, não resolva!Posso dizer que gostei da história, não obstante ser dirigida a um público-alvo mais jovem. Gostei do romance entre Ana e Vicktor, apesar de ter franzido o nariz à idade de Ana, mas isso deve ser a velha em mim a falar. Ignorem! Alguns diálogos foram um pouco infantis – para mim, volto a repetir – mas alguns foram também divertidos, irónicos, sérios e alguns dotados de uma sensibilidade emocional a que não consegui ficar indiferente. Para mim, as personagens ganham vida e estas são, de facto, maduras. Mesmo tendo dito isto, algumas atitudes e diálogos foram típicos da idade: mudavam de ideias rapidamente, algumas lamechices entre Ana e Vicktor, etc.As cenas de acção foram muito rápidas e tornou-se difícil acompanhá-las pela a ausência de detalhes ou pela sequência pouco organizada/delineada dos acontecimentos. Contudo, isso não me impediu de ler avidamente os parágrafos seguintes. Um outro pormenor que me agradou foram os locais da acção: Sintra, Cascais e Lisboa. E viva o que é português! Bela escolha, Ana... Sintra é uma vila lindíssima (e lá estou eu a gabar a minha localidade!).Fiquei emocionada com o final. Foi algo inesperado. Algo agridoce. Decepcionou-me um bocadinho, para ser sincera. Mas, hey, nem sempre podemos ter o happy ending de que estávamos à espera! Primou pela diferença e pela ausência de cliché. Poderia facilmente haver um segundo volume. Há? Acho que poderemos descobrir em breve. Aconselho o livro, principalmente, a um público mais jovem. Contudo, apesar dos meus 21 anos, ri, gargalhei, chorei e obcequei. Apesar dos pormenores menos positivos que referi – que visam apenas ajudar e nunca derrubar a autora – gostei mesmo da história e anseio por uma continuação.

  • Daniela RC
    2019-05-18 03:52

    Quando deparei-me com este livro eu fiquei fascinada com a capa e eu sabia que teria que a ter na minha estante, achei a capa super interessante, bonita e principalmente bastante apelativa. Adoro a rapariga com ar misterioso e a cor roxa a formar um tipo de fumo, na minha opinião ficou perfeito. Admito que eu queria ler este livro apenas pela capa, a sinopse até achei interessante, mas logo fiquei com a impressão que seria um livro mais infantil, mas mesmo assim queria lê-lo, ainda mais sendo de uma autora portuguesa e eu ando numa onda de dar crédito a escritores portugueses, pois acho que deveriam ter mais publicidade e divulgação do que têm.Relativamente ao livro "Ana Vichenstein - A Feiticeira da Mente" conta-nos a história de uma rapariga de 13 anos que perdeu a mãe muito nova e não conhece o pai e por isso foi morar num colégio interno em Sintra. Ana é uma feiticeira da mente, tem diversos poderes que são aprendidos a ser controlados nas aulas de magia que tem à noite após as aulas ditas "normais".A sinopse e a história em si, logo no início me pareceu bastante interessante e acho que a autora tinha aqui muito material para desenvolver e ser um grande livro, mas infelizmente, na minha opinião, não o conseguiu.Ao longo do livro e estava sempre à espera de mais, que acontece qualquer coisa de extraordinário, mas apenas no meio do livro (durante uns 2 capítulos) e no fim (dos 2 últimos capítulos, mais ou menos) é que acontece algo de novo, todo o restante do livro é basicamente a vida da Ana no colégio, a explicação das aulas normais, depois aulas de magia, namorado e amigos dela e depois mais nada, basicamente é "hoje fiz isto", "ai como gosto tanto do meu namorado", "ai e tal sou uma feiticeira", ou seja, bastante monótono e fraco.E quando acontece algo de novo no livro é nos mostrado de uma forma rápida e sem grandes explicações e ficamos sem muita noção do que realmente aconteceu.A escritora tinha tudo para que fosse um grande livro, poderia ter explicado muito melhor o mundo dos três tipos de feiticeiros, como por exemplo a origem deles, poderia ter desenvolvido mais a história do vilão (que no fim fiquem sem saber se era mesmo um vilão ou não) e principalmente poderia ter desenvolvido bem melhor a história da Ana, como questões que ficaram para resolver. Não sei se a escritora pretende escrever uma continuação, mas se sim, claro que eu gostaria de ler, mas apenas para saber o que realmente aconteceu no primeiro.Relativamente à escrita da autora, achei muito fraquinha, na minha opinião, deveria ter tido uma grande revisão, existe muita repetição de palavras desnecessárias, parágrafos que não se encontram no mesmo tempo e contado na mesma forma que a maioria, entre outros aspectos mais do português, mas que para mim seriam esquecidos se a escritora conseguisse ter uma boa história, mas infelizmente não o conseguiu. Pode-se dizer que tinha uma excelente ideia, mas depois não conseguiu demonstrar isso em papel.Mas, tenho que dizer que para as pessoas dos 10 aos 14 anos que estão agora a começar a ler e que precisam de livros para apresentar nas aulas de Português, acredito que este livro seja uma boa opção, isto porque é uma leitura fácil e para quem não está habituado a ler e tem uma ideia entre 10 a 14 anos, vão-se identificar com a personagem principal e devem conseguir ler este livro facilmente e acredito que gostem. Digo-vos mais que quando eu tinha entre 10 a 13 anos gostaria que me dessem a conhecer este livro, pois acredito que gostaria.Concluindo, é um livro infantil, com um pouco de drama, romance e acção pelo meio, mas de uma escrita pobre e fácil, mas ideal para quem está a começar a ler e gosta de fantasia. BLOG: http://ddocesonhadora.blogspot.pt/201...

  • Joana Marques
    2019-04-28 02:32

    No meio da vila de Sintra existe um colégio onde alunos feiticeiros e alunos não-feiticeiros coabitam. Os alunos não-feiticeiros não têm conhecimento destes dois mundos que no entanto se tocam em cada carteira de aula, em cada livro, em cada sala.Ana apresenta-se como uma adolescente de 13 anos que, contudo, é uma feiticeira da mente. No entanto tenta levar uma vida perfeitamente normal com os seus amigos. Principalmente Joana, a sua melhor amiga, e Vicktor, o seu namorado de 16 anos.Ao longo do livro vamos conhecendo melhor Ana e todos os obstáculos por que passou: o abandono do pai, o assassinato da mãe, e todos os poderes que vai adquirindo tornando-a a melhor aluna da escola.Mas esses poderes não trazem apenas facilidades. Trazem com eles as dificuldades de uma vida escondida, as responsabilidades para com os colegas e restantes feiticeiros e a escolha… a escolha do bem ou do mal.Ana descobre que existe um feiticeiro poderoso que ataca através de meios terroristas e tenta aniquilar os não-feiticeiros. E ele quere-a a seu lado. Porque têm o mesmo sangue. E o sangue de dois feiticeiros poderosos juntos pode torná-los invencíveis.Pelo meio surge o pai de Ana, as juras de amor de Vicktor e decisões… muitas decisões.Confesso que me senti um pouco apreensiva quando iniciei a leitura do livro. Não tenho lido autores portugueses e esta nova vaga de autores de fantasia em língua portuguesa assusta-me um pouco. Mas como já tive óptimas surpresas atirei-me de cabeça ao livro.Antes de mais quero dar os parabéns à autora. A Ana Crisóstomo conseguiu o delinear de uma boa história e conseguiu publicá-la. O que nos dias de hoje pode ser complicado.Ao ler as primeiras páginas fiquei novamente renitente. Parecia-me uma mistura de Harry Potter com Lua Vermelha, mas sem os vampiros. Mas não desisti e ainda bem. De vez em quando tinha de me lembrar que a história está dirigida a um público mais juvenil e daí que algumas passagens pareçam o diário da protagonista. Afinal é uma adolescente, quase, comum a falar para outras adolescentes. Daí a roupa, as amizades, os bailes e festas.Mas houve algo que estranhei. Ana tem 13 anos e a intensidade do seu namoro com Vicktor de 16 é algo estranha. Juras de amor eterno perante pais e professores não é natural numa jovem de 13 anos (e nem num jovem de 16). O romance entre os dois parece mais adulto do que realmente é, e demasiado profundo para a idade da protagonista. Penso que a autora, com 19 anos, escreveu sobre o amor visto por ela e não pela protagonista de 13 anos.Há passagens bastante boas que nos levam a querer continuar, embora seja um pouco previsível. Adorei as batalhas de magia mental. Bem explicadas, fáceis de imaginar.O desfecho, contudo, é algo estranho. Focam-se numa consequência do desfecho e não no que realmente aconteceu. Ficamos sem saber se Pedro, o primo, é apanhado, se foge, se morre, etc… E acontece tudo tão depressa e em tão poucas folhas que baralha ainda mais.A conclusão a que cheguei é que o livro centra-se mais no amor entre Ana e Vicktor do que na luta de feiticeiros pela supremacia. Daí que o final do livro seja esse mesmo amor e não a luta com Pedro.Também fiquei sem saber se o livro vai ter continuação ou se acabou aqui.Uma ressalva para a editora. O livro precisa de uma revisão. Tem alguns erros ortográficos fáceis de eliminar e que tornariam o livro ainda mais rico.Acabo com os meus parabéns, novamente, à autora pela coragem de lutar por uma ideia e de a publicar. Como disse, a ideia do livro está bastante boa e o facto de se dirigir a um público juvenil torna-o bastante interessante. Confesso que gostava de ler algo dela dirigido a um público mais adulto.Um bom livro para passar algumas horas e conhecer um pouco mais da literatura em português!

  • Vera Neves (Sinfonia dos Livros)
    2019-05-11 04:01

    Porquê apenas duas estrelas? Já vos digo.Não posso dizer que não gostei do livro e da história.Uma menina de 6 anos perde a sua mãe porque é feiticeira e tem de ir para um colégio de feiticeiros, que também é um colégio de não feiticeiros que nada sabem sobre a existência de magia.Ana é aos 13 anos uma adolescente cheia de vida e de magia. Nunca conheceu o pai, do qual herdou os poderes de feiticeira. Só que Ana não é uma feiticeira normal. É uma feiticeira da mente e para além disso tem também o dom de prever o futuro, ainda que muito sem preparação. Ana namora. Com Vicktor, um adolescente de 17 anos que a adora acima de tudo e que também é um feiticeiro da mente. Contudo, há um feiticeiro, primo de Ana, que quer juntar todos os feiticeiros num só grupo e dar a magia e o mundo dos feiticeiros a conhecer ao mundo normal para assim, deixarem de ser um segredo e poderem estar e fazer o que querem sem restrições. Só que os métodos de Pedro, primo de Ana, não são os melhores e Ana começa a ser treinada para o poder apanhar através do seu dom de ver o futuro. Entretanto, ela conhece, finalmente, o pai, o qual é um dos presidentes dos feiticeiros e também um dos mais poderosos, junto com o irmão, pai de Pedro. No final, Ana corre o risco de perder a vida devido a um confronto com Pedro, antecipado por ela através das suas visões.Como disse, gostei do livro e da história. No entanto, acho um pouco forçado colocarem uma menina de 13 anos com a mentalidade de uma rapariga de 18/20 anos, o que se nota através dos seus diálogos e maneiras de agir, nada normais para uma criança de 13 anos, ainda que feiticeira. Também não acho que uma menina de 13 anos possa ter noção do que é um "amor eterno" como o que ela sente por Vicktor. Seria mais normal se ela tivesse, no mínimo, 17 anos e ele 18 ou 19 anos, porque também ele é maduro demais para a idade que tem. Faz-me impressão ler as cenas de amor entre eles, ainda que não sejam sexuais, sendo ela ainda tão jovem. Convenhamos que 13 anos não é a idade ideal para se estar apaixonada como ela estava por Vicktor. Além disso, acho os diálogos entre eles "anormais" para um casal de adolescentes, e o mais curioso de tudo é que toda a gente envolvida, pais, professores e alunos, acham a relação deles completamente normal.Mais um aspecto ao qual também tenho de dar relevância. Ana sempre nutriu muito rancor pelo pai, que a abandonou e à mãe quando ela ainda era bebé. No entanto, quando ele regressa, apesar do choque inicial e reacção dela em afastá-lo e a ofendê-lo, na manhã seguinte quando o vê novamente atira-se nos braços dele e diz que o adora. Acham normal? É que não passaram dias ou semanas em que o pai tenta desculpar-se e sim apenas umas meras horas. Para quem estava tão magoada e rancorosa, o pai teve imensa sorte em ser perdoado tão rapidamente.Enfim... a história está bem pensada, apesar de me lembrar imenso a Saga Casa da Noite, embora nesse seja com feiticeiros e no outro seja com vampiros.De qualquer modo, não me custa nada recomendar e sempre podem dizer que leram.

  • Vera
    2019-05-09 06:56

    Os acontecimentos deste livro de Ana Crisóstemo passam-se em Cascais e Sintra, zona que me é bastante querida por viver aqui há vários anos. Conta a história de Ana, uma adolescente que parece igual a tantas outras, contudo o colégio interno onde ela estuda acolhe vários alunos que têm um segredo comum, são feiticeiros. A nossa protagonista logo no inicio demonstra ser diferente dos seus colegas feiticeiros pois além de ser uma feiticeira da mente bastante forte tem um poder raro, as premonições. Com o desenrolar da história Ana vai descobrir quem é o pai e o porquê de ter ingressado nessa escola. Sofre também um grande desgosto que mudará a sua vida.Um pouco mais parado ao inicio para conhecermos as personagens, depressa vemos a ação desenrolar a grande velocidade. Contudo depressa percebemos que a dinâmica deste colégio não é de todo comum às escolas portuguesas o que desilude um pouco, ainda assim não tira o interesse da história, que é deixada em aberto para uma possível continuação.Com uma escrita simples Ana Crisóstemo faz-nos entrar no enredo mas nota-se a grande influência de J. K. Rowling e algumas parecenças aos livros do famoso Harry Potter são visiveis desde o inicio.Um livro para uma faixa etária mais jovem e que é uma óptima aposta para adolescentes até aos 16 anos ou até para jovens adultos fãs de Harry Potter. Gostei, recomendo e acho que cada vez devemos apostar mais nos nossos autores pois têm bastante qualidade.